EXPERIÊNCIA DE UM MUNICÍPIO NA IMPLANTAÇÂO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO RIO GRANDE DO SUL

Tatiane Regina da Silva, Leni Dias Weigelt, Suzane Beatriz Frantz Krug, Ana Zoe Schilling

Resumo


Este estudo é um recorte do projeto “Os processos de implantação da política nacional das práticas integrativas e complementares no âmbito da 28ª Região Sanitária de Saúde-RS”, desenvolvido pelo Grupo de Estudos Pesquisas em Saúde (GEPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, realizado nos 13 municípios desta região durante o primeiro semestre de 2018, em parceria com a Coordenadoria de Saúde e ainda em andamento. Para esta discussão foi escolhido o município de Pântano Grande-RS. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o uso das práticas integrativas e complementares, bem como atender às reivindicações da população para uma mudança no modelo de atenção à saúde. Para tanto, lançou, no ano de 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de práticas para a promoção, proteção e recuperação da saúde, que pressupõe o usuário/paciente na sua integralidade física, mental, emocional, social, ambiental e espiritual, na sua singularidade e integrado à sua coletividade. Objetivou-se identificar as experiências e atividades realizadas no município com a utilização das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde nos últimos 3 anos bem como os resultados obtidos. O estudo foi feito de forma qualitativa, do tipo descritiva, realizado no município de Pântano Grande-RS. Seguindo a metodologia, após o consentimento do secretário de saúde para participação na pesquisa, este indicaria os demais participantes. Assim, foram indicados mais dois sujeitos. Após agendamento foram feitas visitas ao município para a coleta de dados e cada um respondeu a um questionário com questões abertas e fechadas. Estes dados foram transcritos e analisados através do método de Análise de Conteúdo. Os sujeitos da pesquisa foram três, a Secretaria de Saúde, 34 anos, feminino, tempo de atuação 5 anos, a Assistente Social, 40 anos, feminino, tempo de atuação 2 anos 10 meses e a Psicóloga, 45 anos, feminino, tempo de atuação 19 anos que foram questionados se houveram atividades com a utilização das PICs nos últimos 3 anos e todos responderam que sim, sendo elas yoga, biodança, meditação, florais de Bach, aromaterapia, reiki, plantas medicinais e arteterapia. Os resultados mostraram que muitos pacientes deixaram de tomar medicação, conseguindo se socializar melhor, adquirindo maior auto-conhecimento, reduzindo stress, ansiedade e sintomas depressivos além de ter maior concentração, bem-estar e capacidade de lidar de forma mais harmônica no cotidiano. Destacaram o empoderamento do usuário no seu processo de saúde como algo muito positivo.  A organização e o desenvolvimento de atividades com as PICS proporcionam um resultado onde os usuários se beneficiam de práticas milenares e que podem ser associados a outros tratamentos, favorecendo uma saúde com mais equilíbrio. O município vem implementando, com avanços e resultados, diversas práticas que já fazem parte de uma política de assistência à saúde. Devemos explanar e divulgar mais sobre o tema no meio acadêmico, favorecendo o conhecimento dos demais profissionais e da população em geral, instigando a temática e o uso das práticas, para isso é preciso superar os desafios da sua organização e avanço dos serviços no SUS potencializando no campo da promoção e prevenção da saúde.

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