O PAPEL DO MEDIADOR COMO EFETIVADOR DA JUSTIÇA SOCIAL: REFLEXÕES SOBRE DIÁLOGO, RESPEITO E CONSENSO

Carolina Mota de Freitas, Carolina Portella Pellegrini

Resumo


O presente artigo propõe-se a tratar acerca da figura do mediador como instrumento de concretização da justiça social. Para tanto, mediante pesquisa bibliográfica, em um primeiro momento, será exposto o atual panorama da justiça brasileira, de esgotamento e falência, externados por meio de diversos fatores, tais como: o colapso institucional do Poder Judiciário; um ensino jurídico pautado no conflito, adstrito ao paradigma da sentença; a aplicação de políticas neoliberais pelo poder público, dentre outros. Por isso, defende-se a necessidade de se discutir alternativas a esse modelo em colapso. De modo que, em um segundo momento, se retratará a emergência de um modelo pautado no consenso como metodologia em ascensão ante a inoperância do modelo adversarial, traçando como enfoque principal a mediação – penal e cível - como forma adequada ao trato dos conflitos sociais, especialmente após o advento do Novo Código de Processo Civil. Por fim, se defende que o profissional mediador, fortalece o caráter democrático do tratamento dos embates, promovendo, consequentemente, a materialização da justiça social, bem como se sustenta que o mesmo, subsidiado por elementos como respeito, diálogo, reconhecimento e encontro, reforça a cidadania dos envolvidos, na medida em que materializa a mediação pelo prisma da igualdade entre os envolvidos.

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