COLONIALIDADE DO SABER E TRATATIVA DA NATUREZA: A EPISTEMOLOGIA DOMINANTE COMO INSTRUMENTO LEGITIMADOR DA EXPLORAÇÃO AMBIENTAL

Julia de David Chelotti, Rafaela Nagel Jarczewski

Resumo


O atual quadro da modernidade, marcado pelos ideais desenvolvimentistas ocidentais, impõe inúmeros desafios à garantia e efetivação de direitos em diversas esferas. Desde o surgimento da modernidade, visceralmente ligada à colonialidade, impera uma epistemologia dominante racional/linear/cartesiana capaz de subalternizar as formas de saber que destoam dessa lógica e, em última medida, legitimar a dominação e a exploração ilimitada da natureza. O presente ensaio busca, nesse contexto, analisar em que medida a colonialidade do saber se coloca como um instrumento legitimador da exploração da natureza em nome dos interesses hegemônicos no sistema-mundo colonial e capitalista. Desde uma abordagem complexa, o artigo também visa a refletir acerca dos limites e das possibilidades para a superação dessa racionalidade dominante e das relações de poder em relação à questão ambiental, a partir do exemplo da Constituição Equatoriana, marco no novo constitucionalismo latino-americano que, dando voz a outros saberes, sobretudo dos povos tradicionais, introduz um novo olhar para a tratativa da natureza.

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