USANDO CRIANÇAS PARA VENDER: INFÂNCIA E CONSUMO NA PUBLICIDADE DE REVISTAS

Paula Deporte Andrade, Marisa Vorraber Costa

Resumo


Na atual sociedade, também identificada como “sociedade de consumidores” (BAUMAN, 2008), todas as pessoas, independentemente de condições econômicas, gênero, idade e grupo social, são convocadas a fazer parte das redes de consumo. Neste artigo nos voltamos para a infância e abordamos uma das faces de sua inserção na sociedade de consumidores, procurando mostrar como as crianças vem sendo usadas para vender. Como referencial teórico adotamos, entre outros, os escritos de Zygmunt Bauman, Juliet Schor e Robert Bocock que tratam das versões contemporâneas do consumo e as problematizam. A partir da análise da publicidade em revistas semanais de grande circulação, discutimos o quanto é produtivo para o mercado econômico a aliança entre infância e consumo, e argumentamos que esse uso das crianças na publicidade contribui para uma nova concepção de infância: a infância do consumo. Uma infância erotizada, preocupada em adquirir, em mostrar-se, uma infância insaciável e sempre em movimento. É essa infância que está chegando à escola com novos interesses, preferências e condutas, tornando-se merecedora de toda a nossa atenção.
Palavras-chave: Infância contemporânea; infância e consumo; sociedade de consumidores; publicidade; revistas.

Palavras-chave


Infância contemporânea; infância e consumo; sociedade de consumidores; publicidade; revistas

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v18i2.1551

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