POSIÇÃO DE FRONTEIRA E PRODUÇÃO DE SIGNIFICADOS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA INDÍGENA

Luci dos Santos Bernardi, Ademir Donizeti Caldeira, Claudia Glavam Duarte

Resumo


O presente trabalho apresenta parte dos resultados de uma pesquisa que teve como objetivo acompanhar um processo de formação continuada de um grupo de professores indígenas Kaingang que ensinam matemática, na Terra Indígena Xapecó, em Ipuaçu, SC. Tal pesquisa buscou promover uma reflexão sobre os desafios da Educação Escolar Indígena na construção de um processo educativo na Educação Matemática, mais especificamente que, na construção desse processo educativo, contemplasse a matemática tradicional e a matemática escolar. Examinamos, a questão da posição de fronteira do estudante/professor indígena, tratando das diversidades e conflitos culturais, background e foreground, e da construção de significados da matemática na educação matemática indígena. Para isso, buscamos aporte teórico na Educação Matemática Crítica na Etnomatemática. A pesquisa nos mostrou que um dos caminhos para minimizar o enfrentamento dos desafios seria suavizar as fronteiras entre indígenas e não indígenas e reforçar os marcadores identitários, compreendendo uma nova lógica para a elaboração de significados dos elementos de sua cultura.

Palavras-chave


Condição de Fronteira; Educação Matemática; Indígenas

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v0i0.3305

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


Disponibilidade para depósito: permite o depósito das versões pré-print e pós-print de um artigo