EDUCAÇÃO DO CAMPO OU EDUCAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA? A PERSPECTIVA DO EMPRESARIADO, DO ESTADO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS ORGANIZADOS

Adriana D’Agostini, Célia Regina Vendramini

Resumo


O artigo debate a Educação do Campo sob a perspectiva do empresariado, do Estado e dos movimentos sociais. Demonstra que a relação entre as orientações dos organismos multilaterais para as políticas educacionais estão presentes na educação do campo. Uma via é a intervenção do empresariado agrícola nas escolas por meio do trabalho voluntário, projetos de ONGs, oferecimento de vagas por isenção fiscal, além do PRONATEC formado pelo sistema S, evidenciando as parcerias público-privadas. Outra via são as políticas de educação do campo, como o PROCAMPO, o PRONATEC e o Transporte Escolar, que ocorrem por programas e editais de forma descontínua, fragmentada e pragmática. A perspectiva dos movimentos sociais é de resistência e de construção de uma educação diferenciada pelo corte de classe. Porém, a partir das contradições vividas na sociedade capitalista, acabam por pactuar e consensuar pela necessidade de acesso à escola e formação de professores.

Palavras-chave


Educação do Campo; Empresariamento da Educação; Políticas de Educação do Campo; Estado; Movimentos Sociais

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v22i2.5194

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