UMA REFLEXÃO CRÍTICA DO IDADISMO NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO E A NECESSIDADE DE MUDANÇAS CULTURAIS ORGANIZACIONAIS
Resumo
O envelhecimento da população e o aumento da longevidade no Brasil têm sido percebidos como fenômenos positivos de progresso social, mas com isso promovem novas demandas, sob diversos setores, atrelados à pessoa idosa. No campo econômico, encontrar formas de incluir e/ou manter essa faixa populacional no mercado de trabalho tem sido um desafio social, político e jurídico, o que tem servido de objeto de investigações científicas sobre como as organizações podem mudar para permitir que pessoas idosas continuem ou voltem a trabalhar. A partir do método hipotético-dedutivo, são analisadas práticas organizacionais que auxiliam o gerenciamento das atividades de trabalho da pessoa idosa, sendo destacados os principais desafios e estratégias que as empresas podem adotar para se adaptarem às novas realidades demográficas, combatendo o idadismo. O estudo utiliza um método monográfico, com pesquisa bibliográfica e documental. Parte-se da hipótese de que o mercado de trabalho brasileiro tem excluído as pessoas idosas em decorrência das interseções entre capacitismo e ageísmo. Conclui-se que a ausência de políticas organizacionais sensíveis à diversidade etária e a inefetividade de políticas públicas aumentam a possibilidade de inserção da pessoa idosa em contextos de vulnerabilidade no mercado de trabalho, em uma relação de dependência da sociedade e do Estado, que nem sempre reconhecem o envelhecimento como ônus ou oportunidade.