Efeito de formulações de Bacillus thuringiensis (Berliner) aplicadas em diferentes substratos alimentares sobre lagartas de Grapholita molesta (Busck) (Lepidoptera: Tortricidae)

Autores

  • Elisangela Weber Galzer
  • aline Nondillo Instituto Federal do Rio Grande do Sul
  • Wilson Sampaio de Azevedo Filho
  • Marcos Botton

DOI:

https://doi.org/10.17058/cp.v32i1.12150

Resumo

Grapholita molesta é uma das principais pragas das frutíferas de clima temperado na região Sul do Brasil. Os danos são causados quando o ataque ocorre em ponteiros e frutos. Uma alternativa para o seu controle é a bactéria Bacillus thuringiensis. Nesse trabalho, foi avaliada a mortalidade causada por duas formulações comerciais de B. thuringiensis (Agree® e Dipel®) sobre lagartas de G. molesta aplicados em dieta artificial, ponteiros e frutos de ameixeira e macieira em laboratório. Os tratamentos avaliados foram B. thuringiensis var. kurstaki, (Dipel®) e B. thuringieses var. aizawai + kurstaki, (Agree®) na concentração de 100g/100L comparados com o Clorantraniliprole (Altacor®, 350g/100L). O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 50 repetições em ponteiros e frutos e 96 em dieta artificial. As formulações de B. thuringiensis aplicados na dieta artificial proporcionaram mortalidade de 73% e 79%, respectivamente. Quando B. thuringiensis var. kurstaki, e B. thuringieses var. aizawai + kurstaki, foram aplicados em ponteiros de ameixa e macieira a mortalidade foi de 58% e 55% e 37% e 30% respectivamente. Em frutos de ameixeira e macieira, a mortalidade foi de 22% e 17% e 15% e 23%, respectivamente. Não houve diferença significativa entre as culturas. O inseticida clorantraniliprole proporcionou mortalidade mínima de 90% independente do substrato sobre o qual o produto foi aplicado. Grapholita molesta é suscetível às formulações de B. thuringiensis que são equivalentes entre si e a mortalidade depende do substrato sobre o qual a bactéria é aplicada.

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Publicado

2021-07-07

Edição

Seção

Artigos