Análise Cienciométrica da Utilização de Briófitas como Bioindicadores

Autores

  • Fernando da Silva Barbosa Universidade Estadual de Goiás
  • Maria Adriana Santos Carvalho Universidade Estadual de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.17058/cp.v28i1.4596

Resumo

As grandes metrópoles normalmente oferecem condições desfavoráveis para uma qualidade de vida saudável. Fatores como emissões de poluentes, acúmulo de lixo tóxico, destruição da camada de ozônio, chuvas ácidas, dentre outros colocam a saúde humana e o meio ambiente em risco. O uso de bioindicadores pode ser uma alternativa para a indicação de poluentes se não os indicadores químicos ou mecânicos. As briófitas são plantas com grande potencial indicador e estão diretamente relacionadas com a qualidade do ar devido às suas características fisiológicas. Na base de dados Scopus® uma busca foi feita utilizando as palavras “bryophyte* OR mosse* OR liverwort* AND bioindicator* OR "biological indicator*" OR "indicator of polution*"”. Foram encontrados 317 resumos com publicações entre os anos de 1991 a 2011. Uma elevada porcentagem (76,87%) de estudos concentrou-se nos últimos 10 anos (2001 a 2011), indicando que a produção científica sobre o tema é recente e demonstrando uma predileção por trabalhos experimentais a trabalhos descritivos. A Europa é o continente que mais publica sobre o tema (52,20%) e países tropicais, como o Brasil, possuem porcentagem somada inferior a 6%. A busca obteve em sua grande maioria resultados referentes à indicação de metais pesados, biodiversidade, sais minerais e mudanças climáticas. Os táxons mais frequentes: Bryophyta, Fontinalis antipyretica, Hylocomium splendens, Pleurozium schreberi e Hypnum cupressiforme indicam, na maior parte das publicações, o fator metais pesados. Esse estudo sugere que novas pesquisas sobre bioindicação sejam produzidas, aumentando o conhecimento e a ampliando a utilização de briófitas como bioindicadoras.

Biografia do Autor

Maria Adriana Santos Carvalho, Universidade Estadual de Goiás

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2006), mestrado em Ecologia e Evolução pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Universidade Federal de Goiás (2009). Tem experiência na área de botânica, com ênfase em briologia, e ecologia, em estudos sobre efeitos de borda e fragmentação de habitat. É professora dos níveis Fundamental e Médio na rede estadual de educação, e superior no curso de Ciências Biológicas na Universidade Estadual de Goiás e no curso de Ciências Biológicas, modalidade à distância, na Universidade Federal de Goiás.

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Publicado

2016-07-27

Edição

Seção

Artigos de Revisão