Cryptokermes brasiliensis HEMPEL (HEMIPTERA; MONOPHLEBIDAE) EM Vitis labrusca L. (VITACEAE) PARA A SERRA GAÚCHA, RIO GRANDE DO SUL - BRASIL

Vera Regina dos Santos Wolff, Wilson Sampaio de Azevedo Filho

Resumo


A cultura da videira é de grande importância econômica para o Brasil, com destaque para a região da Serra Gaúcha, que é conhecida como a maior produtora de uva do Rio Grande do Sul e de vinhos e derivados do país. Cryptokermes brasiliensis Hempel, 1900 é uma cochonilha nativa do Brasil com poucos registros de ocorrência e plantas hospedeiras. O trabalho teve como objetivo caracterizar a cochonilha C. brasiliensis, ampliar a lista de hospedeiros e os registros de distribuição geográfica da espécie. As cochonilhas foram observadas e coletadas em 20 de julho de 2015 na localidade de Santos Anjos, 4º distrito de Farroupilha no Rio Grande do Sul - Brasil, em troncos de videiras (V. labrusca) das variedades “Bordô”, “Niágara” e “Isabel”. Posteriormente, o material foi encaminhado ao Laboratório de Entomologia, da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) para identificação e estudo. As lâminas permanentes confeccionadas para o trabalho foram incorporadas à coleção de Coccoidea, no Museu de Entomologia Ramiro Gomes Costa (MRGC), Fepagro Sede, Porto Alegre. As fêmeas de C. brasiliensis apresentam no seu ciclo de desenvolvimento as fases de ninfa de primeiro ínstar, ninfa de segundo ínstar, ninfa de terceiro ínstar e fêmeas adultas. A ninfa de segundo ínstar apresenta um fio longo, branco, que inicia no tubo anal e na sua extremidade apical pode ser observada uma gota de melaço, excreção açucarada da cochonilha. As ninfas de terceiro ínstar e fêmeas adultas de C. brasiliensis são encontradas dentro de uma estrutura esférica endurecida (carapaça) produzida pelo próprio inseto, onde permanecem até a oviposição.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/cp.v27i2.6781


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