Efeitos de um programa de ginástica laboral sobre indicadores de saúde e dor corporal em trabalhadores de um hospital de ensino do Rio Grande do Sul

Leandro Tibiriçá Burgos, Cézane Priscila Reuter, Leticia Borfe, Miria Suzana Burgos

Resumo


Objetivo: verificar se um programa de ginástica laboral (GL) promove efeitos sobre indicadores de saúde e presença de desconforto e dor musculoesquelética em trabalhadores de um hospital. Método: estudo semi-experimental realizado com 46 trabalhadores em atividade laboral regular, do sexo feminino, de um hospital de ensino do Rio Grande do Sul. Foram realizadas sessões estruturadas com exercícios funcionais, resistência muscular localizada e exercícios de alongamento e relaxamento, durante seis meses, três vezes por semana, com duração de 15 minutos cada. Antes e após o programa de GL, foram avaliados indicadores antropométricos (índice de massa corporal – IMC; circunferência da cintura – CC; relação cintura-quadril – RCQ e percentual de gordura corporal - %G), nível de flexibilidade (teste do manguito rotador) e a percepção de desconforto e dor corporal. Resultados: foram observadas alterações significativas na CC (p=0,014), na RCQ e nos níveis de flexibilidade do ombro direito (p<0,001) e do ombro esquerdo (p=0,004). Para CC, duas mulheres que possuíam “risco aumentado” passaram para a classificação “normal”. No entanto, não foram observadas diferenças significativas sobre a percepção de dor corporal após a intervenção com a GL. Conclusão: o programa de GL promoveu efeitos em parâmetros antropométricos e de flexibilidade, mas não alterou a percepção de desconforto e dor corporal nos trabalhadores avaliados.

Palavras-chave


Ginástica Laboral; DORT; Saúde dos Trabalhadores

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/cinergis.v18i0.11891

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