Violência: a categorização de homens e mulheres cearenses

Autores

  • Kaline Girão Jamison
  • Letícia Adriana Pires Ferreira dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.17058/signo.v38i65.4557

Resumo

A violência pode ser considerada um dos conceitos mais evasivos e difíceis de serem definidos dentro da área das ciências sociais e percebem-se poucas discussões do ponto de vista da linguagem. Em nosso trabalho, verificamos o modo de estruturação da categoria VIOLÊNCIA, assim como as escalas de prototipicidade a partir de exemplares apontados por homens e mulheres cearenses. Assim, baseando-nos na Teoria de Categorização de Rosch (1975) e na Teoria dos protótipos de Lakoff (1987), citados por Macedo; Feltes; Farias (2008), tivemos o objetivo de verificar se havia diferenças significativas entre as escalas de prototipicidade da categoria que haviam sido apontadas em dois grupos distintos: de homens e de mulheres cearenses. Adotamos, como referencial teórico, os postulados de Rosch (1975), Lakoff (1987) apud Macedo; Feltes; Farias (2008),, Jacob e Shaw (1998) entre outros. Constatamos que os exemplares citados por homens e mulheres, nos questionários para definir a categoria VIOLÊNCIA, se apresentaram de forma diferenciada, confirmando uma de nossas hipóteses: o homem cearense é tido como “cabra de peste”, homem macho, que torna evidente mais a violência física do que a violência psicológica. Os resultados revelaram que enquanto no grupo de homens o exemplar mais saliente constituiu o submodelo metonímico de FORÇA FÍSICA, o feminino apresentou exemplares que se enquadravam no submodelo metonímico de FORÇA PSICOLÓGICA.

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Publicado

2013-07-04

Edição

Seção

Artigos – vol. 38, nº 65, 2013