HIGIENE ÍNTIMA: uma roda de conversa com as agentes comunitárias de saúde

Mirian Adriana Sackser, Paula Morgana Pasa, Anelise Miritz Borges, Diana Regina Wander, Rafaela Reis Santos

Resumo


A educação em saúde é um dos princípios norteadores das ações do enfermeiro, cuja equipe também se insere como receptora e/ou protagonista. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) cumprem papel relevante junto à Estratégia de Saúde da Família (ESF), são considerados um elo da equipe para desenvolver ações educativas. Investir na formação intelectual, considerando as dúvidas dos ACS, permite a disseminação do conhecimento aprendido e o fortalecimento da ESF. Objetivo: Relatar uma experiência acadêmica vivenciada na disciplina de Saúde Coletiva II, frente à realização de uma roda de conversa com as ACS de uma ESF de Santa Cruz do Sul. Método: Versa-se sobre um relato de experiência acadêmica conduzido no 7º semestre, 2016/1, na disciplina de Saúde Coletiva II, pelo Curso de Enfermagem da Universidade de Santa Cruz do Sul, em uma ESF de Santa Cruz do Sul. O tema foi sugerido pelas ACS, a partir de uma reunião com as acadêmicas, a docente responsável, a enfermeira da unidade e as ACS. A roda de conversa foi realizada no dia 26 de abril, junto à ESF, em uma sala de reuniões, das 8 às 9h30 minutos, sobre Higiene íntima: mitos e verdades. Cada ACS recebeu 12 questões, contento um mito ou uma verdade frente ao tema abordado, após responder individualmente, elas apresentaram ao grupo, o qual dialogou sobre as questões, uma a uma. Resultados: Participaram as acadêmicas, a professora e as ACS, estas últimas expuseram suas dúvidas: o lugar certo para secar as roupas íntimas, a necessidade de passar as roupas íntimas e os benefícios/malefícios do protetor de calcinha. As questões foram esclarecidas, a partir da leitura científica, sendo sugerido pelas ACS, a continuidade da proposta, com inclusão de outros temas: “consequências de tomar anticoncepcional continuo” e “climatério e menopausa”; estas acolhidas e trabalhadas até o final do semestre pelos acadêmicos. Destarte, uma higiene íntima correta leva à normalização e o equilíbrio da flora vaginal, logo não é indicado usar lâminas, duchas vaginais, absorventes diários e roupas íntimas sintéticas. O enfermeiro tem papel fundamental na educação e promoção em saúde, ações intrínsecas ao cuidar que permeiam o educar. Considerações finais: Conhecer o corpo da mulher e fazer da prevenção um hábito saudável, permitiu com que as ACS e as acadêmicas se fortalecessem o conhecimento, da realizada ao ESF, referente à higiene íntima e vivência da possibilidade de orientação às mulheres frequentadoras de unidade de saúde.

Palavras-chave: Higiene; Saúde da Mulher; Enfermagem; Saúde Pública.

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