POSSIBLIDADES DE TRATAMENTO APÓS FRATURA EXTENSA EM DENTE TRATADO ENDODONTICAMENTE – RELATO DE CASO CLÍNICO

César Rusch, Nelson Vinicius Paulus, Magda de Sousa Reis, José Luiz Santos Martins

Resumo


Introdução: A restauração de dente tratado endodonticamente deve proporcionar uma resistência para forças horizontais e também para forças verticais, além disso, deve restabelecer a forma do dente e a função do mesmo. As restaurações quando submetidas a cargas verticais, exercem um efeito de cunha, levando a uma deflexão das cúspides. Esse risco é aumentado em dentes posteriores despolpados, que podem ter a profundidade da restauração de 3 a 4 vezes maior do que um dente vitalizado, aumentando a deflexão das cúspides quando submetidas a cargas. Assim, esses dentes tendem a apresentar maior risco de diferentes tipos e níveis de fratura do elemento. Objetivo: relatar um caso clínico de fratura em bisel advinda de diminuição de resistência em dente tratado endodonticamente e com ampla restauração. Metodologia: O presente estudo se constituiu em um relato de caso clínico. Paciente gênero masculino, cinquenta e oito anos de idade, compareceu na clínica do Curso de Odontologia da UNISC, queixando-se de sensibilidade e sangramento na região posterior superior lado esquerdo. Após ouvir a queixa principal do paciente, revisão da anamnese, exames clínico com a suspeita diagnóstica inicial de extensa fratura da parede palatina com envolvimento da parede mesial do dente 24, e possível envolvimento do espaço biológico. Ao examinar o prontuário do paciente confirmou-se que o dente havia recebido tratamento endodôntico e extensa restauração disto-oclusal de resina composta após a endodontia há dois anos. No momento do exame, o paciente relatou que a restauração havia caído a uma semana atrás. Em seguida, foi realizado exame radiográfico periapical que confirmou o diagnóstico. Resultados: O paciente foi orientado e esclarecido sobre a necessidade de remoção imediata do fragmento fraturado e posteriormente a indicação de exodontia do remanescente radicular, pois a profundidade da fratura comprometeu o dente. Paciente foi anestesiado localmente com anestésico lidocaína 1:100.000 para do procedimento de remoção do fragmento fraturado, com uso do soro fisiológico com intuito de promover uma melhor limpeza do local e em seguida realizada compressão digital para hemostasia no local. Apoiada na cúspede vestibular, logo após, foi realizada  restauração provisória de resina composta em forma de uma rampa para aumentar a resistência do dente e evitar mais fraturas até a remoção do mesmo. Os esclarecimentos sobre as diferentes possibilidades de tratamento reabilitador foram apresentadas, considerando as possibilidades dentro e fora das Clinicas da UNISC. Conclusão: Os dentes despolpados estão mais susceptíveis à fratura em relação ao dente sadio. Dessa forma, analisar a extensão da mesma é fundamental para que ocorra a melhor alternativa de tratamento. A  fratura do dente em bisel, perda de espaço biológico, o comprimento da raiz, são alguns dos pontos fundamentais, que deve-se levar em consideração para a preservação ou remoção do dente.

Palavras-chave: Fratura extensa; Dente tratado endodonticamente; Exodontia.


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