RELAÇÃO ENTRE DIABETES E DOENÇA PERIODONTAL

Talini Biasibetti Lisboa, Joarez Furtado, Edilson Fernando Castelo

Resumo


Introdução: A periodontite é consequência das bactérias gram-negativas alojadas nas estruturas de proteção, desenvolvendo um quadro de reabsorção óssea que desencadeia desconfortos gengivais, mobilidades e perdas dentárias. Destarte, a periodontite está fortemente interligada ao diabetes. Indivíduos diabéticos possuem seu sistema imunológico suprimido, as células produtoras de insulina não reagem ao seu papel funcional adequado em seus receptores, há uma produção menor de células de defesas e também uma má perfusão tecidual que piora gradativamente, aumentando consideravelmente as chances da periodontite se desenvolver e  até mesmo se agravar. Objetivo: O presente trabalho buscou demonstrar a relação entre diabetes e periodontite. Metodologia: Foi realizado uma pesquisa na base de dados SCIELO. Os termos periodontite e diabetes foram utilizados na estratégia de busca. Resultados: A periodontite é progressiva da gengivite onde as bactérias bucais danificam os tecidos periodontais. A transição da gengivite para periodontite engloba a disseminação inflamatória para regiões profundas do tecido conjuntivo. Os lipopolissacarídeos no tecido conjuntivo podem induzir a resposta imune com a produção de interleucinas e fator de necrose tumoral. Entretanto, diabéticos estão apresentando doenças, como disfunção salivar e do paladar, infecções bacterianas e fúngicas como a candidíase e lesões da mucosa como língua geográfica e úlcera traumática. A xerostomia também é frequente nos diabéticos devido ao uso de agente hipoglicêmicos. Podemos encontrar alguma solução para o controle da inflamação periodontal após o tratamento com a insulina, diminuindo os níveis de mediadores locais e circulatórios. Se os mediadores fossem reduzidos pelo tratamento periodontal seria possível controlar diabetes. As características clínicas da periodontite incluem perda de inserção óssea alveolar e inflamação gengival, além disso, ampliação ou recessão da gengiva irá aumentar a mobilidade dentária devido às reabsorções radiculares e ósseas. O diagnóstico inclui uma avaliação clínica por sondagem periodontal, com uma  avaliação de como está a profundidade da mesma, o distanciamento que a sonda periodontal penetra na bolsa da margem gengival até o fundo. Deve-se observar também o distanciamento da junção cemento-esmalte até o fundo da bolsa periodontal. Caso ocorra sangramento durante a sondagem há presença de inflamação subgengival. A periodontite tem uma interrelação com diabetes mostrando associações com inúmeras doenças sistêmicas nas quais incluem-se distúrbios cardiovasculares, doenças no trato respiratório, osteoporose e imunodeficiências. Assim sendo, o paciente diabético descompensado se torna um fator de risco para agravar a doença periodontal, e no sentido inverso, os mediadores químicos inflamatórios da doença periodontal também faz com que o controle glicêmico por parte do paciente fique prejudicado. Podemos dizer então que tanto a doença periodontal como a diabete atuam uma na outra. Conclusão: É de suma importância o controle da diabetes para não haver complicações orais que irão ocasionar as gengivites e posteriormente as periodontites. Destaca-se também que o paciente diabético ingerir seu medicamento corretamente (Sulfonilureias), aferir seu nível de glicose no sangue, realizar atividades físicas regularmente e ter uma alimentação sem adição de açúcares e livres de carboidratos ruins é fundamental para o seu sucesso, tanto da doença periodontal como da diabete.

Palavras-chave: Doença Periodontal; Diabetes Mellitus; Periodontite; Tratamento Periodontia.

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