FORMAÇÃO DOCENTE E DISCENTE NA PERSPECTIVA DE TENDÊNCIAS MATEMÁTICAS

ANDRESSA THAIS BAUERMANN, MARCIA ADRIANA DE O CEREZER

Resumo


A educação atual é objeto de inúmeras pesquisas que buscam, incansavelmente, saber o motivo da crise a que a mesma submete-se no momento. Como a dissociação do ensino da Matemática da educação não é possível faz-se necessário uma análise crítica quanto ao seu papel na formação docente e discente. Estudos realizados mostram que, nos últimos anos, o ensino de Matemática não tem produzido bons resultados, o que nos é mostrado através das avaliações externas como ENEM e a PROVA BRASIL. Por um lado, estes resultados apresentados, na maioria das vezes, são reflexos das metodologias utilizadas nas escolas. 240Por outro, são apresentados cada vez mais estudos e pesquisas que tratam da formação e desenvolvimento profissional do professor. Essas pesquisas, no campo da Matemática, abordam os conhecimentos da prática docente como um campo de estudo das metodologias produzidas e utilizadas por professores em sua prática cotidiana. Para Fiorentini (2005, p.38), 223a participação em projetos de formação continuada e a melhoria das condições profissionais e institucionais podem contribuir para a produção e (re)elaboração dos saberes docentes necessários a mudança curricular224. Porém, é necessário que sejam viabilizadas condições e espaços para que professores possam participar de ações constantes e coletivas de formação. Ações que visem à transformação das práticas pedagógicas docentes, sendo que estas viabilizem trabalhos de parceria de modo que o processo de formação inicial e continuada possa ser desenvolvido. Hillebrand (2001) sugere que os grupos de estudos sejam espaços onde possam ser discutidas com os professores novas formas de atuação e novas metodologias, tornando seu trabalho pedagógico dinâmico e participativo. Com o intuito de oferecer este espaço de formação continuada e permanente à professores e alunos de Magistério, o curso tem o objetivo de buscar ações que visem melhorias no processo de ensino-aprendizagem e fazer uso das novas tendências da Matemática, dando ênfase às tecnologias de comunicação e informação. Sabe-se que no cotidiano escolar não basta que o professor possua apenas o domínio de conteúdos específicos e de um conjunto de regras e técnicas de ensino. A ação docente é complexa; desse modo, a formação docente não pode ser vista como algo pronto e acabado. É fundamental que, desde o início do Curso de Magistério e ao longo de todo processo de formação continuada, sejam oferecidas oportunidades para que professores e alunos possam compartilhar teorias e práticas com o propósito de estimular a prática docente como objeto de investigação. Faz-se necessário oferecer-lhes uma formação que atenda à necessidade de conhecer recursos para que possam trabalhar com a Informática Educativa em sala de aula e apresentar-lhes tendências no ensino da Matemática, como jogos, pesquisas e materiais manipuláveis. O mais interessante de todas estas propostas apresentadas é o fato de que todas se contemplam, ou seja, não conseguiríamos desenvolver um trabalho rico enfatizando uma única linha teórica e metodológica. Indubitavelmente, não queremos mudar o Ensino de Matemática nas escolas, apenas vemos uma melhora significativa no ensino e aprendizagem de Matemática como um processo de diversificação metodológica.


Palavras- chave: Ensino de Matemática; formação docente e discente; grupos de estudo.


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