DOENÇAS CRÔNICAS PREVALENTES EM PACIENTES CARDÍACOS DE UM HOSPITAL DE ENSINO DO VALE DO RIO PARDO.

FATIMA PEDROSO KIPPER, ALINE BADCH ROSA, ALINE FERNANDA FISCHBORN

Resumo


INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares possuem atualmente um importante papel na saúde pública do país, representando a principal causa de morbimortalidade mundial e os mais altos custos em assistência médica. Estudos apontam as doenças crônicas não transmissíveis como principal motivo para o desenvolvimento de problemas relacionados ao aparelho cardiovascular. A preocupação com as comorbidades, principalmente nos idosos, é de suma importância que, quando tratadas, poderão minimizar ou prevenir as doenças do coração, oferecendo uma melhor qualidade de vida ao paciente. Em virtude desses dados, fica evidente que cuidados com as comorbidades e um programa direcionado para prevenção primária fará com que, no futuro, as doenças cardiovasculares sejam atenuadas. OBJETIVO: conhecer as doenças crônicas prevalentes em pacientes cardiopatas, acompanhados pelo Serviço Integrado de Atendimento Psicossocial (SIAP) de um hospital de ensino do Vale do Rio Pardo. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, de cunho quantitavo desenvolvido através da análise de dados coletados diretamente de 31 prontuários de pacientes (38% do sexo feminino e 62% do sexo masculino, com média de idade entre (33 e 76 anos) e (21 e 80 anos), respectivamente, atendidos pelo SIAP, entre os meses de abril de 2011 a março de 2013, dividindo-se nas seguintes etapas: revisão bibliográfica, decisão do foco de pesquisa, coleta e análise dos dados, tratamento e análise dos dados, elaboração dos resultados e revisão do texto para entrega. RESULTADOS: Entre homens e mulheres, a hipertensão arterial é a doença crônica que mais prevaleceu (49%) como comorbidade das cardiopatias que resultaram em internação, seguida por diabetes mellitus (23%) e dislipidemias (20%), sendo que 36% dos entrevistados tinham duas ou mais doenças crônicas associadas. Nos outros 36%, não foram encontradas comorbidades e doenças prévias descritas no prontuário. Entre os fatores de risco que surgiram durante as análises destacam-se: o tabagismo, etilismo, dúvidas sobre o procedimento, dor, ansiedade e medo. CONCLUSÃO: Tais dados encontrados na pesquisa reforçam a importância da atenção primária em saúde. Promoção, prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, principalmente em casos de cardiopatias, são indispensáveis para melhor qualidade de vida do paciente, minimizando as chances de cardiopatia. Torna-se fundamental a participação de acadêmicos no processo de assistência aos pacientes e na coleta de dados para pesquisa, pois experiências como trabalhar nas estratégias de atenção em projetos como o PET-SAÚDE, estimula, capacita e amplia a visão do acadêmico em relação ao trabalho interdisciplinar com foco no aprimoramento da formação em saúde, bem como na qualidade de vida do paciente.


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