Produção de conhecimento sobre autismo na escola: uma revisão sistemática na base Scielo

Autores

  • Kelda de Fátima Pereira Faculdade Porto das Águas
  • Beatriz Dittrich Schmitt Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.17058/cinergis.v17i1.7135

Palavras-chave:

Autismo, Escola, Revisão

Resumo

Objetivo: analisar a produção de artigos científicos sobre autismo nas escolas, disponibilizados na base de dados Scielo. Método: os descritores utilizados foram “autismo” combinado com “escola”. Os critérios de inclusão foram: artigos originais em língua portuguesa; artigos completos publicados em periódicos nacionais; pesquisas de campo no ambiente escolar; e, amostra composta por crianças com autismo. Os dados coletados versam sobre: a revista, o ano de publicação, os objetivos, as estratégias metodológicas e os principais resultados. A busca ocorreu em fevereiro de 2016. Resultados: foram encontrados 21 artigos, sendo que seis atenderam aos critérios de inclusão e foram selecionados para análise. As publicações ocorreram entre 2007 a 2015, nas Revistas: Psicopedagogia (n=02), Brasileira de Educação Especial (n=02), Educação e Pesquisa (n=01) e Psicologia: Teoria e Pesquisa (n=01). Os objetivos dos artigos variaram desde avaliação do perfil psicomotor e da competência social entre crianças típicas e atípicas, avaliação da funcionalidade de crianças com autismo, avaliação dos efeitos de programas de intervenção, verificação do preparo de professores de educação inclusiva e descrição do ensino de habilidades matemáticas. Quanto ao delineamento utilizado, há predomínio de pesquisas quantitativas (n=05). As pesquisas se caracterizaram como transversais (n=03) e longitudinais (n=03). Os participantes dos estudos foram indivíduos com autismo e seus pares sem deficiência, crianças sem diagnóstico concluído e professores. Considerações finais: os resultados demonstraram que programas de intervenção são benéficos para os indivíduos com autismo, quanto a psicomotricidade, cognição, linguagem, interações sociais e habilidades matemáticas (adição e subtração). As avaliações indicaram que os indivíduos com autismo têm melhores desempenhos em testes do que muitas vezes a literatura retratava.

Biografia do Autor

Kelda de Fátima Pereira, Faculdade Porto das Águas

Graduada em em Educação Física pela Faculdade Porto das Águas

Beatriz Dittrich Schmitt, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Doutoranda em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora no Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. Professora no curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade Porto das Águas.

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Publicado

2016-07-01

Edição

Seção

ARTIGO DE REVISÃO