Adolescência e os sentidos produzidos acerca da drogadição

Rayssa Madalena Feldmann, Taís Morgana dos Santos, Marcia de Bastos Braatz, Natália Sulzbach, Carina Ferreira dos Santos, Edna Linhares Garcia

Resumo


Este artigo refere-se a um recorte espacial, temporal e subjetivo acerca do fenômeno da drogadição, compreendendo sua dimensão não só individual, mas também histórica e coletiva. A fim de analisar os sentidos atribuídos por adolescentes escolares ao fenômeno da drogadição, neste recorte são discutidos os dados produzidos através de grupos focais realizados com 63 adolescentes, entre 12 e 18 anos, em quatro escolas públicas do município de Santa Cruz do Sul, no período de março a julho de 2018. Os resultados apontam que, independentemente do território, os adolescentes demonstram uma atitude ativa diante da proposta de debate, propondo problematizações sobre a drogadição para além das experiências de uso e dependência. Em suas narrativas, divergem entre percepções que remetem a uma escolha individual do sujeito, responsabilizando-o, e outras a uma não-escolha em relação ao envolvimento com a drogadição. Observa-se, ainda, que os sentidos produzidos sobre o que é droga são diversos, relacionando-se às experiências do território. Por fim, considera-se importante o desenvolvimento de intervenções que permitem a circulação da palavra e que se deem para além da prevenção ao uso drogas, envolvendo os diferentes agentes que compõem as políticas públicas

Palavras-chave


Adolescentes; Escola; Drogadição; Território; Prevenção

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rjp.v9i2.13337



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