O FENÔMENO DA DROGA E OS DISPOSITIVOS DE CUIDADO EM SAÚDE: PERCEPÇÕES DE ADOLESCENTES ESCOLARES

Autores

  • Kamilla Mueller Gabe Universidade de Santa Cruz do Sul
  • Stéfanni Vargas Silveira
  • Letiane de Souza Machado
  • Rayssa Madalena Feldmann
  • Denise Vidal
  • Mariana Soares Teixeira
  • Laura da Silva Geller
  • Laís Machado Corrêa
  • Suzane Beatriz Frantz Krug
  • Edna Linhares Garcia

DOI:

https://doi.org/10.17058/rjp.v10i1.14898

Palavras-chave:

Adolescência, drogas, dispositivos de cuidado, promoção da saúde

Resumo

A problemática da droga vem sendo evidenciada por levantamentos e estudos como uma questão a ser trabalhada na adolescência, dado que é nessa fase da vida que se dá o primeiro contato com as drogas, além de ser um momento de intensas mudanças para o sujeito. Objetiva-se analisar os sentidos produzidos nas falas dos adolescentes sobre o fenômeno da droga e sobre os dispositivos de cuidado ofertados ao usuário. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, utilizando a técnica de grupos focais. Para isso foram realizados durante 3 semanas consecutivas com alunos de escolas públicas, contendo cerca de 15 alunos. A análise dos dados se ancorou nos pressupostos da análise dos sentidos proposta por Mary Jane Spink. Esse artigo refere-se aos resultados de 12 escolas abrangidas. Como dispositivos de cuidado, as internações em clínicas e comunidades terapêuticas e/ou hospitais foram as mais citadas (n=7), os serviços da rede de saúde pública pouco citados (n=4), seguidos pelos dispositivos pertinentes ao âmbito da segurança pública (n=3). A territorialidade apresentou-se como fator de influência no que tange ao lugar que a droga ocupa nas subjetividades dos adolescentes. Conclui-se que os dispositivos de cuidado mais conhecidos são marcados pela lógica da abstinência e da segurança pública em detrimento dos serviços de saúde pública. Os programas preventivos devem compreender a adolescência como potência e primar por uma assistência integral que considere o adolescente em toda sua complexidade.

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Publicado

2021-01-05

Edição

Seção

CIÊNCIAS HUMANAS