ANÁLISE GENOTÓXICA DE EFLUENTE DE LAVANDERIA HOSPITALAR: ENSAIO COMETA COM Daphnia magna STRAUS, 1820

Fernanda Fleig Zenkner, Camila Gonçalves Athanásio, Joel Henrique Ellwanger, Daniel Prá, Alexandre Rieger, Eduardo Alexis Lobo Alcayaga

Resumo


Considerando que os efluentes hospitalares possuem carga poluidora potencialmente tóxica e genotóxica, o objetivo do presente trabalho foi desenvolver a metodologia do Ensaio Cometa com um organismo-teste amplamente utilizados em teste de toxicidade, Daphnia magna, a fim de avaliar a genotoxicidade de efluente provindo do setor de lavanderia de um hospital do Vale do Rio Pardo, RS. Foram realizadas coletas mensais do efluente entre os meses de maio e julho de 2011. Após a padronização do Ensaio Cometa, os organismos foram expostos a concentrações subletais do efluente (0,195; 0,39; 0,78; 1,56%) por um período de 48 h. O ensaio foi realizado com modificações. Os resultados mostraram diferenças significativas (p<0,01) entre o controle negativo e todas as concentrações de efluente testadas. Isso sugere que mesmo diluído a 0,195%, o efluente de lavanderia hospitalar em questão apresenta compostos com potencial de causar lesão na molécula de DNA. Assim, D. magna mostrou-se adequada para essa avaliação, bem como o Ensaio Cometa, que é essencial para complementar outros ensaios, já que apresenta maior sensibilidade, fornecendo resultados importantes para a completa avaliação de efluentes.

Palavras-chave


Ensaio Cometa; Daphnia magna; Genotoxicidade; Efluente hospitalar

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rjp.v0i1.2862



Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


Disponibilidade para depósito: permite o depósito das versões pré-print e pós-print de um artigo


PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO


Av. Independência, 2293
CEP 96815-900 - Santa Cruz do Sul - RS
Bloco 25 - Sala 2501
Fone: +55-51-3717-7341