AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA DE NASCENTES NA BACIA HIDROGRÁFICA DO ARROIO ANDRÉAS, RS, UTILIZANDO VARIÁVEIS FÍSICAS, QUÍMICAS E MICROBIOLÓGICAS

Priscila Fernandes de Oliveira, Dionei Delevati, Adilson Ben da Costa, Eduardo Lobo Alcayaga

Resumo


O objetivo principal deste estudo foi avaliar a eficiência da implantação de áreas de preservação de nascentes da Bacia Hidrográfica do Arroio Andréas, Vera Cruz, RS, através do Pagamento de Serviços Ambientais (PSA), utilizando um programa de monitoramento ambiental, considerando algumas variáveis físicas, químicas e microbiológicas. O PSA vincula-se ao projeto “Protetor das Águas”, que visa garantir a preservação dos recursos hídricos da referida bacia, mediante o pagamento aos agricultores de pequenas propriedades pelo fornecimento de serviços ambientais de proteção das nascentes e áreas ripárias que se situam em suas propriedades. Desta forma, ao longo desta bacia foram selecionadas 20 estações de amostragem para coleta de amostras d’água mensais, no período compreendido entre agosto de 2012 a julho de 2013, a fim de medir as variáveis ambientais. As amostras foram analisadas em laboratório e classificadas quanto à qualidade da água segundo a portaria 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Verificou-se que das 240 amostras coletadas, 41% (98 amostras) foram enquadradas nas Classes de uso 3 e 4 do CONAMA, que correspondem a pontos críticos por apresentar uma qualidade da água imprópria para usos múltiplos, tais como água para consumo humano após tratamento simplificado, proteção das comunidades aquáticas e recreação de contato primário (balneabilidade), em função das variáveis ambientais que foram medidas. Este diagnóstico, entretanto, corresponde à caracterização ambiental inicial destas fontes d’água nesta bacia, uma vez que a proteção destas áreas de preservação feita pelo projeto “Protetor das Águas”, durante o ano de 2012, atingiu um percentual de 73% do total, sendo que os 27% restantes de proteção foram concluídos durante o primeiro semestre de 2013. Desta forma, estas áreas de nascentes e matas ripárias estavam sujeitas ao impacto de uma série de atividades antrópicas locais, como por exemplo, o aporte de nutrientes e carga orgânica oriundos de esgoto doméstico e criação de animais, bem como do excesso de fertilizantes agrícolas utilizados em lavouras.

Palavras-chave


Bacia Hidrográfica do Arroio Andreas; RS; Pagamento por Serviços Ambientais (PSA); Peservação de Nascentes; Qualidade da Água.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rjp.v4i1.4607



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