Escravos na povoação de Santa Cruz na segunda metade do século XIX

Autores

  • Guilherme Würdig Spindler Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
  • Roberto Radünz Professor do Departamento de História e Geografia na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
  • Olgário Paulo Vogt Professor do Departamento de História e Geografia na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

DOI:

https://doi.org/10.17058/rjp.v6i2.7386

Palavras-chave:

Escravidão. Colônia de Santa Cruz. Imigração.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo evidenciar a presença de escravos na região da Colônia de Santa Cruz (atual município de Santa Cruz do Sul) durante a segunda metade do século XIX. Partimos do processo-crime Nº 4776, de 1876, no qual o pardo Lucas, jornaleiro, escravo de Adão Schirmer, foi acusado como autor do homicídio da preta Maria, escrava de Jacob Graeff. Maria, quitandeira, residia na Vila de Santa Cruz. Também utilizamos como fontes os registros da Paróquia de Santa Cruz referentes aos batismos e óbitos de escravos e libertos entre os anos de 1861 e 1886. Concluímos que, apesar de existirem leis provinciais e imperiais que proibiam aos colonos que possuíssem cativos, não se sustenta a tese de que não haviam escravos na região em estudo. Pela documentação consultada foi possível concluir que circularam escravos pela povoação, pela própria Colônia de Santa Cruz e em suas adjacências. Esses escravos não pertenciam a colonos, mas certamente a escravidão não foi estranha aos imigrantes que se estabeleceram pela região. A presente comunicação faz parte do projeto “Senhores, escravos e colonos: redes, conflitos e negociações no Vale do Rio Pardo”.

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Publicado

2016-10-31

Edição

Seção

CIÊNCIAS HUMANAS