LEITURA COMO EXPERIÊNCIA DE LINGUAGEM

Débora Paz Menezes, Nilton Cézar Rodrigues Menezes

Resumo


Resumo: ler é da dimensão do humano, todos lemos. Porém, em especial na educação escolar é generalizada a concepção de leitura apenas como leitura da palavra. Reconhecendo que tal visão é limitada, teóricos têm proposto outros modos de pensar a leitura. Assim, este estudo de caráter teórico-argumentativo teve como objetivo propor uma reflexão entre leitura e educação. Dessa forma, a articulação interpretativa da referida pretensão tendo como fulcro principal a leitura como experiência de linguagem incitou a formulação da problemática oriunda de uma inquietação intelectual: sobre quais perspectivas a leitura como experiência de linguagem, pode potencializar processos educativos como uma nova possibilidade de inteligibilidade, nas quais os sujeitos sejam responsáveis pelo acontecer/configuração do diálogo entre leitura e educação? Neste sentido, a proposta foi desafiadora, uma vez que colocou o protagonismo da participação humana e a experiencia do pensar como requisitos intrínsecos à construção do conhecimento, cujos responsáveis diretos são os próprios sujeitos ativos a educação. À luz deste raciocínio, emergiu de forma enunciativa no âmbito do aprender/conhecer/liguajear, outros conhecimentos com novos possíveis de significados/ressignificados no espaço educacional tornando-o cada vez mais dialógico, fusional e recursivo, pelas interações realizadas por sujeitos ativos. A intenção é abordar um campo de pensamento que possibilita pensar a relação entre educação e leitura como experiência de linguagem a partir da concepção propugnada por Hans Georg Gadamer. Concluímos, com a sugestão acerca do emergente caminho dos conhecimentos propugnados por Gadamer, como alternativa viável para a construção de uma nova inteligibilidade nos espaços educacionais, na qual o pensamento do incerto é também o pensamento do novo e das possibilidades de novos campos possíveis, numa espécie de “rede de relações” conceituais, cujos contornos e traçados podem gerar outra forma de pensar leitura e educação. Com efeito, a tarefa de estimular processos é um desafio árduo e lento, porém passível de instigar novas visões de mundo, capazes de “formar” seres humanos mais conscientes para o enfrentamento dos dilemas e dos entraves a nossa educação. Nessa perspectiva, o sujeito mais do que trabalhar a sua experiência de leitura e linguagem educativa que é sua característica numa apropriação educativa desde a Hermenêutica Filosófica, convergindo ao seu modo de ser, não pode permanecer inoperante frente às novas atitudes de expressão da sociedade na atualidade.

 

Palavras-chave: Leitura; Experiência de Linguagem; Educação.


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