DADOS SOBRE ESCRITA EM PERIÓDICOS DA EDUCAÇÃO E LETRAS –RECORTE DO PROJETO EXPERIÊNCIAS DE ESCRITA E LETRAMENTO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA

Larissa Tirelli de Araújo, Marina Luiza Hermes, Vitória Ferreira dos Santos Silva, Bárbara Rech, Felipe Gustsack

Resumo


Apresentamos, neste resumo, alguns dados que decorrem da pesquisa Experiências de escrita e letramento na formação de professores para a Educação Básica. O recorte da pesquisa que apresentamos envolve dados teóricos de periódicos científicos considerando os descritores: escrita, escrita de/para professores, escrita na universidade, escrita na graduação, escrita no ensino superior, escrita no PIBID, inovação na docência, letramento, práticas de letramento e linguagem escrita. O período envolvido para a busca destes dados contempla os anos de 2015 até 2019. A metodologia utilizada segue princípios da pesquisa-ação (BARBIER, 2007), da qual destacamos o compromisso na relação com os participantes, o que envolve a permanente socialização dos dados de nossa pesquisa que vem se dando, conforme as etapas realizadas, junto à Escola de Formação de Professores - NEB/PPGEdu/Curso de Pedagogia/UNISC, Seminários de Iniciação Científica e outros eventos afins. Com esse recorte do estudo, atendemos aspectos específicos dos objetivos da pesquisa acima citada, tais como: colaborar com debates sobre a escrita; problematizar aprendizagens da linguagem; possibilitar interações entre as produções de professores de pós-graduação e de graduação; produzir e socializar saberes junto aos professores da EB, especialmente aqueles vinculados às ações do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID. Os locais de busca dos dados consistiram em sítios das revistas vinculadas aos Programas de Pós-Graduação em Educação e Letras das Universidades Federais dos três estados da região sul, bem como das universidades comunitárias do Rio Grande do Sul, pertencentes ao Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas - COMUNG[1]. Neste recorte, foram encontrados 38 artigos, a partir do descritor “escrita”, e seus complementos: de professores, na universidade, no ensino superior, na graduação, no PIBID, somados aos novos descritores: inovação na docência, letramento, práticas de letramento e linguagem escrita. O referencial teórico utilizado para nossas reflexões contou principalmente com as contribuições de Larrosa (1995), Benjamin (1992), Ricoeur (1994), Morin (2000; 2002), Echeverría (2006) e Maturana (1998). A produção encontrada, totalizou trinta e oito itens, tem a seguinte distribuição, três artigos na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, dois artigos na Universidade Federal do Paraná, seis artigos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, seis artigos na Universidade Federal de Santa Maria, dois artigos na Universidade Federal do Rio Grande, um artigo na Universidade Federal do Pampa,  três artigos na Universidade de Caxias do Sul, um artigo na Universidade do Vale do Sinos, dois artigos na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, sete artigos na Universidade Católica de Pelotas, dois artigos no Centro Universitário Franciscano, três artigos na Universidade de Passo Fundo. Não obtivemos resultados na pesquisa nas seguintes Universidades: Universidade Feevale, Centro Universitário Metodista, Universidade de Cruz Alta, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Centro Universitário La Salle, Unidade Integrada Vale do Taquari de Ensino Superior, Universidade da Região da Campanha, Universidade de Santa Cruz do Sul, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Universidade Federal de Pelotas e Universidade Federal de Santa Catarina. Daqueles trabalhos pesquisados junto às Universidades, os que mais se destacam no sentido de apontarem para a formação docente, foco central do projeto de pesquisa que estamos realizando, são: A construção dos saberes docentes na educação profissional e os desafios contemporâneos para a formação continuada de Simone Mara Dulz, Maria Selma Grosch e Jaime Farias Drecsh; Interlocutor professor: discursos de escrita e reescrita de professores em formação inicial de Adriana Beloti e Neiva Maria Jung, (Sub)verções e (des)encontros de “dar a ler” na formação docente a leitura como partilha sensível de Luiza Alves de Oliveira, dentre outros. As conclusões têm a ver com a constatação de que das 24 universidades em que pesquisamos, alcançamos resultados de produção sobre o tema em apenas 12 delas. Ou seja, considerando a centralidade da escrita na vida profissional de educadores, o período de quatro anos e o número de instituições pesquisadas, que atuam na formação de professores, percebemos que os dados quantitativos levantados são mínimos acerca do assunto em questão. Quanto à perspectiva qualitativa, aspecto acerca do qual ainda não finalizamos as pesquisas, podemos afirmar que a amplitude e a qualidade das temáticas abordadas nas 12 produções, contribuem para melhores percepções dos atores envolvidos na formação de professores a respeito da importância das experiências de escrita.

 

Palavras chaves:Formação de Professores; Escrita; Linguagem; Inovação.


[1]As universidades comunitárias tiveram sua definição garantida pela lei nº 12.881, de 12 de novembro de 2013. Sua história peculiar consolidou outra modalidade de ensino superior: o ensino comunitário. Diferente das universidades públicas, mantidas pelo governo, e das privadas, que visam ao lucro, as universidades comunitárias constituem-se de um patrimônio público e são marcadas pelo forte vínculo com suas comunidades. Sem fins lucrativos, com gestão democrática e participativa, as universidades comunitárias são autênticas instituições públicas não estatais. Fazem parte do Consórcio as seguintes instituições: UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul; UPF – Universidade de Passo Fundo; UCS – Universidade de Caxias do Sul; URCAMP – Universidade da Região da Campanha; URI – Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões; UNICRUZ – Universidade de Cruz Alta; UNISC – Universidade de Santa Cruz do Sul; Centro Universitário FEEVALE de Novo Hamburgo; UCPEL – Universidade Católica de Pelotas; Centro Universitário UNIVATES de Lajeado; UNISINOS – Universidade do Vale do Rio dos Sinos; e PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.


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