A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS EMPRESAS E DO EMPREGO FORMAL NA REGIÃO FUNCIONAL DE PLANEJAMENTO VII ? RS: A CENTRALIDADE DAS CIDADES MÉDIAS NA REDE URBANA REGIONAL

Tamara Francine da Silveira, Rogerio Leandro Lima da Silveira

Resumo


A dinamicidade da rede urbana regional pode ser compreendida através da estrutura e funções econômicas das cidades e dos fluxos que circulam entre elas. Nessa análise, também é importante compreender como ocorre a distribuição espacial da população, das empresas e dos empregos entre as cidades da rede urbana, pois seu dinamismo pode ser impulsionado pela flutuação do emprego formal, e pela localização das empresas e dos serviços no território. O objetivo do trabalho é analisar a dinâmica da rede urbana na Região Funcional de Planejamento VII (RFPVII) ? formada pelas regiões dos COREDE?s Fronteira Noroeste, Missões, Noroeste Colonial e Celeiro, com base em dados sobre a distribuição territorial de empresas e do fluxo de admissões e desligamentos. O trabalho está vinculado à pesquisa ?Policentrismo e Desenvolvimento Regional no Rio Grande do Sul: Uma análise do papel das cidades médias e da rede urbana nos processos de coesão e desenvolvimento territorial?, desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa e Estudos Urbanos e Regionais ? GEPEUR, do PPGDR-UNISC. A metodologia envolveu a revisão bibliográfica dos conceitos de cidade média, rede urbana e policentrismo. Após, foram levantados, junto ao IBGE, os dados demográficos para identificar a população total e urbana, bem como a taxa de urbanização dos municípios da RFPVII, em 2000 e 2010. Em seguida, levantaram-se os dados das empresas, através de consulta à RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério da Fazenda em 2010 e pela Receita Federal em 2019. Além disso, utilizamos, também, os dados disponíveis pelo Ministério do Trabalho no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em 2010. Por fim, realizou-se o mapeamento temático dos dados através do software QGIS. Analisando os dados, percebem-se que três cidades se destacam na região: as cidades médias de Ijuí, Santa Rosa e Santo Ângelo. Sobre a população, observa-se que, em 2010, Ijuí era o município mais populoso, enquanto Santo Ângelo era o centro urbano mais populoso. Isso decorre do crescimento desigual da taxa de crescimento da população urbana, entre 2000 e 2010. Verificou-se que a cidade de Santo  Ângelo cresceu percentualmente (1,01%), seguido de Santa Rosa (0,76%) e Ijuí (0,60%). Percebe-se uma distribuição desigual na região do número de empresas, sendo que as cidades médias da região polarizam as atividades industriais, comerciais e de serviços. Exercendo assim, uma atratividade no contexto de fluxos populacionais para emprego e trabalho. Além disso, ressalta-se que o número de empresas relacionadas ao comércio varejista, atacadista e serviços de transporte de cargas, destacam-se na região, se concentrando principalmente nas três cidades médias e, secundariamente, também, nas cidades de São Luiz Gonzaga e Panambi. Nesse sentido, observa-se, nessas cidades, uma certa concentração de renda e geração de empregos. Os dados sobre admissões e desligamentos, apontam que em 2010, Santa Rosa apresentou número maior de admissões, entretanto, liderou também o número de desligamentos, apesar de Ijuí ser o município que apresentou maior número de empresas, seguido de Santo Ângelo. Quanto ao saldo, nota-se uma positividade, tanto nas cidades médias quanto nas demais cidades da região. Sendo que Ijuí destaca-se por apresentar saldo maior, seguido de Santa Rosa e Santo Ângelo. Posto isso, é inegável o papel de destaque e influência das cidades médias na rede urbana regional da RFPVII, reafirmando as centralidades das mesmas na região.

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ISSN 2764-2135