O IMPACTO DA ALIMENTAÇÃO NA EVOLUÇÃO DA ARCADA DENTÁRIA

Heloisa Souza Pinto, Amanda Olga Muller, Cristian Raul Froemming, Wesley Misael Krabbe, Karoline Kniphoff dos Santos, Michele Altermann Platen, Isabella de Miranda Brandalise, Roque Wagner

Resumo


Introdução: O homem vem se preocupando com o impacto que suas necessidades naturais podem causar ao próprio organismo e ao meio que o cerca. Porém, estudos a respeito da evolução da arcada e ossos da face são muito limitados. Hoje em dia, há um grande debate sobre a correta alimentação do homem, que envolve aspectos sociais e biológicos. Enquanto que, antigamente, se utilizava os dentes não só para cortes de alimentos, mas também para cortes de objetos, hoje vivemos em um mundo cheio de instrumentos e tecnologias. Pode-se, por exemplo, cortar um alimento em vários pedaços com uma faca, ao invés de utilizar a força muscular e os dentes. A sociedade vem passando a ter uma dieta diferente em relação a seus ancestrais, que vem se adaptando a rotina da humanidade atual. O homem deixou de caçar e colher o seu próprio alimento e começou a usá-lo como uma fonte de renda, que é uma necessidade para conviver na sociedade atual (exceto alguns grupos que não fazem parte da cultura de nossa sociedade, como exemplo, tribos indígenas retiradas). A alimentação deixou de ser apenas um fator biológico de sobrevivência e tornou-se algo sofisticado. Os alimentos industrializados são um dos setores mais importantes para a economia, logo não é de interesse apenas para o consumidor. Para que as vendas desse setor sejam sempre lucrativas, é necessário existir sempre um grande interesse pelo consumo. Desta maneira, cada vez mais substâncias com o propósito de deixar os alimentos mais atrativos são adicionadas. Essas substâncias, chamadas de aditivos alimentares, podem manter, modificar e realçar o sabor dos diversos produtos fabricados.  Objetivo: associar a evolução da arcada dentária com a dieta humana ao longo dos anos, analisando a interferência da alimentação na formação dos dentes atuais e futuros. Metodologia: Revisão da literatura em periódicos científicos da base de dados (Pubmed, Scielo e Google Acadêmico) e em livros disponíveis no acervo da biblioteca da Universidade de Santa Cruz do Sul sobre o tema de pesquisa proposto. Resultados: A discussão e pesquisa nessa área são bases para o conhecimento de agenesias dentárias e maloclusões, que no decorrer dos anos se tornam mais frequentes na população. Crianças são atraídas e começam a consumir alimentos industrializados que não necessitam de grande esforço mastigatório desde muito cedo, sendo esse um dos grandes motivos para a maloclusão. Alimentos tão fáceis de digerir nesta vida moderna e agitada tornam os 32 dentes humanos um excesso para pouca utilização nesta cultura. São frequentes agenesias de incisivos laterais e pré-molares, em um índice de 1,6% a 9,6% na população mundial. A etiologia dessas ausências dentárias ainda não está totalmente esclarecida, porém, em comunidades onde há uma dieta rica em alimentos de consistência dura e fibrosa, prevalece uma arcada favorável. Nessa alimentação, os músculos da mastigação são fortalecidos, onde toda essa força é necessária para o desenvolvimento normal dos maxilares. Conclusão: A arcada dentária vem se modificando. A não-necessidade de grande esforço mastigatório, cada vez mais presente, torna os maxilares menos desenvolvidos para os 32 dentes humanos.


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ISSN 2764-2135