RELATO DE EXPERIÊNCIA COMO BOLSISTA/MONITORA NA DISCIPLINA DE INSTRUMENTOS PSICOMÉTRICOS EM TEMPOS DE COVID-19

Luana Molz Rodrigues, Valéria Gonzatti

Resumo


A pandemia do novo coronavírus trouxe diversas mudanças no cotidiano, necessitando se reinventar em diversos sentidos. Foi preciso implementar medidas e protocolos para não  disseminar o vírus como evitar aglomerações e praticar o isolamento social e, em relação aos cuidados de higiene, esses métodos se intensificaram, como o uso correto das lavagens de mãos. A educação também sofreu mudanças, as salas de aulas físicas tornaram-se salas de aulas virtuais e junto às aulas híbridas se tornaram mais presentes. Esse novo método surge enquanto proposta para unir as práticas presenciais e o Ensino Remoto, decorrente do COVID-19. Desta forma, através do Ensino Remoto , o professor deixa de ser a figura central  no qual o ato pedagógico não depende apenas dele e a aprendizagem não ocorre somente no mesmo ambiente entre estudante e professor simultaneamente. Durante o período de isolamento as disciplinas sobre psicodiagnóstico , como a Avaliação Psicológica  e Instrumentos Psicométricos, do curso de Psicologia da UNISC, foram organizadas de maneira  híbrida, portanto, de forma remota e presencial, por se tratar de uma disciplina com prática, obedecendo todos os protocolos sanitários. O objetivo deste relato de experiência trata-se de uma descrição como bolsista em sala de aula com encontros remotos e presenciais, como foram desenvolvidos o ensino, a aprendizagem e as práticas pedagógicas neste momento de pandemia. A metodologia é desenvolvida através da narrativa, no qual serão descritos os acontecimentos vividos, relatando as observações sejam subjetivas (impressões/sentimentos) e/ou objetivas (observação como participante). As aulas de Avaliação Psicológica foram realizadas no mês de março a junho de 2021, sendo o primeiro mês de forma remota, estudando a teoria abordando sobre o funcionamento da avaliação psicológica e apresentação dos testes psicométricos validados. Nos encontros presenciais, que ocorreram  no restante do semestre, foram apresentados os testes psicométricos de forma física, ensinando o funcionamento e aplicação deles, essa prática necessitou ser adaptada já que a interação entre professor e estudantes é limitada, precisando tomar todos os cuidados com a contaminação. Por conseguinte, o uso de máscara e álcool em gel eram obrigatórios para realizar as aulas e o manuseio dos testes, também foram ofertados o uso de luvas, caso o aluno não se sentisse seguro. Decorrente ao número limitado de pessoas em cada sala, conforme os protocolos, a turma foi dividida em dois grupos para a realização das aulas presenciais, com isso, a professora necessitava circular nos dois ambientes para o acontecimento dos encontros. Mesmo com todos os obstáculos, foi possível construir um ambiente de conhecimento para que os estudantes  aproveitassem o máximo daquele momento, através das aulas, percebe-se um aluno mais ativo e autônomo no processo de aprendizagem. O novo formato, híbrido, necessitou diversas adaptações e alterações, precisando repensar as novas práticas educacionais, focando na garantia da aprendizagem. 




ISSN 2764-2135