COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ENTRE HOMENS PRATICANTES DE ACADEMIA BRASILEIROS E ESPANHÓIS

Juliana Priebe Steffens, Silvia Isabel Rech Franke, Pedro J Benito, Eduarda da Silva Limberger Castilhos, Thalia Gama da Silva, Renato Alberto Weber Colombelli, Patrícia Molz, Diene da Silva Schlickmann

Resumo


Introdução: A redução da gordura corporal e o aumento da massa muscular estão entre os principais objetivos para a prática de exercícios físicos em academias. A análise da composição corporal pode mostrar alterações na massa muscular e na gordura corporal, sendo um indicativo importante para demonstrar o perfil da composição corporal. Contudo, a composição corporal pode diferir entre as populações de diferentes países.

Objetivo: Comparar a composição corporal de homens praticantes de academia brasileiros e espanhóis.

Metodologia: Pesquisa transversal-descritiva, realizada com praticantes de exercícios físicos em academias do município de Santa Cruz do Sul/Brasil, e Madrid/Espanha. A coleta de dados foi realizada em 14 academias de Santa Cruz do Sul/Brasil e em 3 centros de fitness de Madrid/Espanha. O recrutamento dos participantes foi realizado de forma aleatória nas academias de ambos os países. Neste estudo, incluiu-se apenas homens praticantes de academia de ambos os países, com idade entre 20 a 59 anos. As variáveis antropométricas (percentual de massa muscular, gordura corporal e visceral) foram mensuradas pela balança de bioimpedância (Omron HBF 514C) e classificadas de acordo com a National Istitutes of Health/Occupational Medical Service. As análises estatísticas foram realizadas no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, versão 23.0 IBM, Armonk, NY), utilizando-se o teste ?2, e o teste de Mann-Whitney para amostras independentes para a associação entre as variáveis, considerando-se o nível de significância de p<0,05.

Resultados: Participaram do estudo 240 homens praticantes de academia, sendo selecionados de forma aleatória 120 brasileiros e 120 espanhóis. As idades médias não diferiram entre os praticantes de academia brasileiros e espanhóis (35,4±11,5 vs. 32,9±9,9 anos; p=0,872). Entre as variáveis antropométricas avaliadas, apenas a gordura corporal diferiu significativamente entre os homens brasileiros e espanhóis (p<0,001), no qual os brasileiros apresentaram maior prevalência (60,0%) de gordura corporal classificada como alta, enquanto os homens espanhóis apresentaram maior prevalência de gordura corporal classificada como baixa (57,5%).

Conclusão: Os homens brasileiros praticantes de academia apresentaram maior prevalência de porcentagem da gordura corporal alta em relação aos espanhóis. Para termos um melhor entendimento sobre a diferença entre a composição corporal dos praticantes de academia desse estudo, seria necessário analisar os fatores que interferem no resultado da composição corporal, em ambos os países.


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ISSN 2764-2135