INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA DIÁSTASE ABDOMINAL PÓS-PARTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Bruna Eduarda Diehl, Tiago da Rosa Rambo, Ana Carolina Severo, Patrícia Oliveira Roveda

Resumo


Introdução: A diástase abdominal pós-parto é considerada a principal causalidade de flacidez na região do abdômen posteriormente à gestação. Esta condição consiste no aumento do distanciamento entre o tecido conjuntivo e as estruturas musculares abdominais adjacentes devido às adaptações físico-funcionais ocorridas durante o período gestacional. A diástase pode ser em nível infra-umbilical, umbilical e supra-umbilical. Frente a isso, a fisioterapia se apresenta como um recurso terapêutico valioso, visto que, através de sua intervenção pode fornecer estímulos musculares abdominopélvicos imprescindíveis à redução deste quadro. Objetivo: Relatar intervenção fisioterapêutica realizada em puérpera com diástase abdominal pós-parto. Método: Consiste em um estudo de caso baseado em um relato de experiência relacionado a intervenção fisioterapêutica oportunizada durante a disciplina de "Fisioterapia em Uroginecologia e Obstetrícia", componente curricular do curso de fisioterapia da Universidade de Santa Cruz do Sul. Foram propostos quatro encontros, sendo o primeiro de avaliação com o início do atendimento, além do comparecimento de mais dois atendimentos, sendo o último também realizado uma palestra sobre cuidados com aleitamento materno, postura e para outras gestantes participantes informações sobre a gestação, parto e puerpério. Resultados: Participou uma mulher com 28 anos de idade que se encontrava em fase puerperal remota (= 43 dia pós-parto), relatou ganho de peso gestacional de 8 Kg e referia quadro álgico recorrente na região da coluna cervical e dorsal EVA: 3, apresenta história pregressa de diabetes mellitus gestacional. Na inspeção foram observadas microvarizes lateralmente na região dos joelhos e estrias na área inferior do abdômen e na palpação, presença de diástase abdominal pós-parto com maior diâmetro perpendicular em nível umbilical (medida quantitativa de 3 polegares). A proposta interventiva contou prioritariamente com exercícios isotônicos e isométricos hipopressivos abdominais com ou sem a utilização de bola suíça como dispositivo terapêutico (foram orientadas 3 repetições sustentadas por 10 segundos quando isométrico e 3 séries com 10 repetições quando isotônico para todas as variações destas condutas), exercícios respiratórios associados a elevação de membros superiores utilizando bastão (2 séries com 5 repetições para estes), além de técnicas massoterapêuticas para relaxamento aplicadas na região cervical utilizando como recurso a bola cravo. Conclusão: A intervenção realizada oportunizou identificar pontos importantes da abordagem fisioterapêutica durante o puerpério, evidenciando que exercícios hipopressivos abdominais são condutas reabilitacionais fundamentais no âmbito da diástase abdominal pós-parto. Ademais, a metodologia prática interventiva durante a formação acadêmica possibilita unir a teoria com a prática, sendo uma valiosa ferramenta educacional. Palavras-chave: Período Pós-Parto; Diástase Muscular; Fisioterapia.

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ISSN 2764-2135