SITUAÇÃO VACINAL DOS ESTUDANTES DE ENSINO SUPERIOR PRESENCIAL NA UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL

Marlua Luiza Kühl Pontel, Renata de Oliveira Paranhos da Silva, Mari Angela Gaedke, Ana Paula Helfer Schneider, Andreia Rosane de Moura Valim, Jane Dagmar Pollo Renner, Marcelo Carneiro, Ingre Paz

Resumo


INTRODUÇÃO: A doença infecciosa altamente contagiosa causada pelo vírus (SARS-CoV-2), teve um efeito catastrófico na demografia mundial, resultando em mais de 6 milhões de mortes em todo o mundo até março de 2022, surgindo como a crise de saúde global mais consequente desde a era da pandemia de influenza de 1918. O ensino superior presencial sofreu grandes adaptações durante a pandemia, como ensino remoto e posteriormente híbrido com o início das flexibilizações, onde alunos e professores tiveram que se adequar a mudanças inesperadas. Após um ano do início da pandemia, vacinas contra SARS-CoV-2 estavam disponíveis como fonte de esperança para retorno às rotinas da vida diária, usando várias metodologias, incluindo mRNA (Pfizer-BioNTech), vetor adenoviral (Oxford-AstraZeneca, Janssen-Johnson & Johnson, Gam-COVID-Vac, Sputnik-V e vacina COVID-19 com vetor Ad5) e tecnologia de DNA recombinante (NVX-CoV2373: Novavax). OBJETIVO: Descrever o status vacinal dos estudantes do ensino superior com aulas presenciais no campus de Santa Cruz do Sul no segundo semestre de 2021 e primeiro semestre de 2022. METODOLOGIA: Refere-se a um estudo transversal com universitários de todos os cursos de graduação da UNISC para monitorar a prevalência de SARS-CoV-2 no retorno à presencialidade. O estudo foi dividido em quatro etapas, sendo duas no segundo semestre de 2021 e duas no primeiro semestre de 2022. Iniciou nos dias 27 de setembro a 01 de outubro, a segunda etapa 18 a 22 de outubro de 2021, a terceira 21 a 23 de março e a última nos dias 06 a 10 de junho de 2022. A amostra teve o total de 540 estudantes em cada etapa, onde foram sorteados de forma aleatória, aceitando participar, preenchiam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) digital, respondiam um questionário autoaplicável e após realizavam a coleta do teste rápido de antígeno para SARS-CoV-2. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 4.974.716. Os dados coletados foram armazenados em banco de dados e analisados por meio de estatística descritiva pelo programa Stata® versão 11. RESULTADOS: Verificou-se que na etapa inicial ocorrendo no segundo semestre de 2021, o status vacinal dos estudantes era de 69,5% sendo a prevalência maior da classe adenoviral (AstraZeneca) com cerca de 49,9% seguido de 25,5% do tipo mRNA (Pfizer), foi possível observar também, um elevado número de estudantes com as duas doses completas totalizando 69,5%. Na segunda etapa houve um aumento significativo de quase 10% levando em consideração o curto intervalo da etapa anterior, chegando a 75% de vacinados na qual a prevalência seguiu da AstraZeneca com 44,6% e 75% dos estudantes com duas doses. Na terceira etapa, com o início das doses de reforço, e maior espaço de tempo, foi constatado 89,6% com o esquema vacinal completo e na última etapa, foi observado uma queda de 3% indicando 86,6% com a condição vacinal atualizada e 12,4% com algum atraso. CONCLUSÃO: Observou-se um aumento na cobertura vacinal dos estudantes ao longo do período analisado, o que contribui para a diminuição da circulação viral e segurança no retorno às atividades presenciais. Destaca-se a maior prevalência da vacina AstraZeneca com o mecanismo de ação adenoviral infeccioso não replicante. Ressalta-se a importância da continuação de campanhas preventivas e de incentivo a vacinação como forma de garantir a manutenção da alta cobertura vacinal, diminuindo a transmissão do vírus entre a população.

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ISSN 2764-2135