ESTUDO RETROSPECTIVO DOS PROCEDIMENTOS ORTOPÉDICOS REALIZADOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO UNISC DE JULHO DE 2021 A JULHO DE 2022 A FIM DE DEMONSTRAR A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO EM ORTOPEDIA VETERINÁRIA

Gabriela Henckes Weber, Maickel Cavalheiro Greiner, Leticia de Moraes Martins, Leticia Reginato Martins, Maurício Borges da Rosa

Resumo


As populações de cães e gatos domiciliados, semi domiciliados e errantes vêm aumentando a cada ano. Concomitantemente, houve um aumento significativo de afecções ortopédicas atendidas em clínicas e hospitais veterinários. Entre as principais alterações, estão as fraturas, amputações, luxações e alterações de articulações e ligamentos. Conhecer os tipos e a frequência das fraturas que mais acometem os animais domésticos, faz com que profissionais da área direcionem sua atenção para o aperfeiçoamento das técnicas de fixação, correção e estabilização de fraturas, aumentando assim, a eficiência do procedimento. Deste modo, com base nos dados obtidos através do setor de cirurgia de pequenos animais do Hospital Veterinário da Universidade de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, buscou-se, através da discussão de acordo com a literatura disponível, demonstrar as afecções ortopédicas de maior ocorrência na rotina cirúrgica de pequenos animais. No período de julho de 2021 a julho de 2022, compreendendo um ano, contabilizou-se a realização de 47 procedimentos ortopédicos em bloco cirúrgico, sendo que, dezessete (36%) deles foram realizados na espécie felina e trinta (64%) na espécie canina, com a prevalência de osteossínteses para correção de fraturas (43% [20/47]); amputações de membros (30% [14/47]); e colocefalectomias (15% [7/47]). Em menor número, também pode-se observar a realização de reduções de luxações e correções de ruptura de ligamentos. As osteossínteses de maior predominância foram as de fêmur, correspondendo a 35% (7/20), o que corrobora com vários autores, já que, tais alterações são as mais recorrentes em cães e gatos. As fraturas de tíbia e fíbula também mostraram-se recorrentes (30% [6/20]), prevalecendo em felinos (66%) do que em caninos (33%). Este fato pode estar ligado à anatomia do animal, já que nos felinos esses ossos são mais finos, além de serem animais que possuem hábitos de saltar e escalar, tornando-se mais prevalentes à fraturas dos membros distais. As amputações correspondem a 30% (14/47) dos achados, o que pode estar relacionado à demora na procura do atendimento veterinário, quando já não é mais possível realizar a redução da fratura e consequente osteossíntese. O maior número de alterações ortopédicas em cães ocorre devido ao convênio entre a prefeitura do município de Santa Cruz do Sul e a Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), o qual possibilita o atendimento de animais que não seriam realizados de forma particular, tendo em vista o custo necessário para realização dos procedimentos. Além disso, os cães são animais que geralmente não estão em estado de alerta como ocorre com a espécie felina e, por isso, acabam sofrendo mais acidentes automobilísticos. Com estes resultados, pode-se demonstrar a importância dos profissionais da área estarem sempre atualizados e preparados para o diagnóstico e tratamento de alterações ortopédicas, sendo capazes de realizar intervenções cirúrgicas de forma eficiente, visto que, esses casos são de constante ocorrência na clínica e cirurgia de pequenos animais.

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ISSN 2764-2135