DIABETES MELLITUS TIPO 1: ASPECTOS EMOCIONAIS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DA DOENÇA

ALINE FERNANDA FISCHBORN, JAQUELINE FERREIRA, JUCELAINE PEREIRA DIAS

Resumo


Introdução: O diabetes é causado por uma deficiência endógena de secreção hormonal do pâncreas, ou seja, a produção de insulina pelo pâncreas é insuficiente porque o Diabetes Mellitus (DM) tipo 1 é uma deficiência do sistema imunológico. A doença pode acontecer por fatores genéticos ou ambientais, o que acarreta pouca ou nenhuma produção de insulina por parte do pâncreas, sendo assim, o portador torna-se dependente deste hormônio. O diabetes ocorre principalmente em crianças e adolescente, e é responsável pelo percentual de 10% dos diabéticos. Os sintomas mais comuns são náuseas e vômitos, fome e sede excessivas, micção frequente, fadiga, mudança de humor e perda de peso. O tratamento do DM tipo 1 envolve manter uma vida saudável, controlar a glicemia e evitar as complicações causada pela doença. Objetivo: O estudo tem como objetivo discorrer sobre os aspectos emocionais que envolvem o processo de aceitação do diagnóstico de diabetes tipo 1 pelas crianças e por suas famílias. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, realizado através de revisão da literatura. Durante os meses de maio e junho de 2015, foram realizadas pesquisas em bibliografias e bases científicas on-line, bem como em livros científicos. Resultados: A partir dos autores abordados, percebe-se que o diabetes é uma doença crônica e incurável e se tratando do diabetes tipo 1, que acomete crianças e adolescentes, este fato é ainda mais preocupante, pois sabemos que esta é a fase do desenvolvimento deste público, em que ocorrem muitas mudanças emocionais. De acordo com os autores pesquisados, fatores emocionais são muito importantes para o controle do diabetes e também para o desenvolvimento da criança ou do adolescente, o que afeta os hábitos destes após a confirmação do diagnóstico. Percebemos, também, que quando acontece a aceitação do processo da doença, o indivíduo acometido consegue ter uma vida normal sem que haja recidiva da doença. Contudo, para que a aceitação aconteça, devem ser levadas em conta particularidades, tais como a personalidade do indivíduo e a reação dos familiares e amigos ao diagnóstico do diabetes, fatores que irão determinar como sua reação e convivência com a doença. Também é de grande importância o modo como a família do portador de diabetes reagirá, mais especificamente seu pai e sua mãe, pois é possível que estes tomem atitudes superprotetoras, tirando a autonomia da criança para o cuidado de si, processo este que poderá dificultar a aceitação do tratamento, tornando-o ineficaz. Em um dos estudos analisados observou-se que crianças portadoras de DM tipo 1 com pais com atitudes superprotetoras são imaturas, desenvolvem instabilidade de humor, falta de confiança em si e dependência prolongada, aspecto positivo para o tratamento, mas que reprime a personalidade da criança. Conclusão: Através desta revisão, agregamos mais conhecimentos em relação à influência emocional e como a criança/adolescente e sua família reagem ao DM tipo 1. O enfermeiro e sua equipe, ao prestar assistência a uma criança portadora da doença e a sua família, devem recomendar atenção aos sinais, sintomas e tratamento da doença. Além disso, para o enfrentamento da doença, é preciso dar assistência emocional, fornecer informação, nortear os cuidados, para que a criança e sua família possam voltar ao processo de normalidade e conviver com doença, sabendo controlá-la, sem que isso seja traumático para ambos e para que se tenha um bom prognóstico para o processo da doença.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.