PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES ATENDIDOS NO PROJETO DE DIAGNÓSTICO BUCAL (PDB) 2015

BARBARA SOLDATELLI BALLARDIN, BIBIANA MOREIRA CARVALHO, EMANUELA LUIZE ZARDIN, LUANA CARDOSO DE FREITAS, MICHELE GASSEN KELLERMANN, LEO KRAETHER NETO

Resumo


A estomatologia é uma especialidade da Odontologia que previne, diagnostica e trata as lesões e doenças da cavidade oral e do complexo maxilo-mandibular. O Projeto de Diagnóstico Bucal (PDB), vinculado à Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), realiza atendimentos direcionados para esta área, atuando na prevenção, avaliação e diagnóstico dos pacientes. O município de Santa Cruz do Sul é considerado referência, principalmente na área da saúde, para várias cidades dos Vales do Rio Pardo e Taquari, muitos pacientes são encaminhados pelos serviços públicos de saúde e cirurgiões-dentistas para serem examinados, avaliados e tratados. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de professores e bolsistas no desenvolvimento deste projeto, identificando o perfil epidemiológico dos pacientes. O método de estudo utilizado foi a pesquisa qualitativa e quantitativa, obtida a partir da análise dos prontuários de pacientes cadastrados, relacionando indicadores como faixa etária e gênero, número de procedimentos cirúrgicos e os tipos de diagnósticos. Em Abril de 2015, as atividades começaram e em cinco meses de atuação realizados vinte encontros, onde foram atendidos 122 pacientes, sendo 38 do sexo masculino e 84 do sexo feminino. A faixa etária dos pacientes que compareceram aos atendimentos foi variável, sendo cinco pacientes da 1ª década de vida, oito pacientes da 2ª década de vida, sete pacientes da 3ª década de vida, dezoito da 4ª década de vida, dezoito pacientes da 5ª década de vida, 32 pacientes da 6ª, 23 pacientes da 7ª década de vida, sete da 8ª década de vida e três pacientes que estão na 9ª década de vida. Dentre os acolhidos e suas consultas de reavaliação e pós-operatório, totalizou-se 226 atendimentos, sendo que nem todos necessitaram de procedimento cirúrgico do tipo biópsia para diagnóstico definitivo, alguns pacientes submeteram-se apenas ao exame clínico. Biópsias parciais (incisionais) ou totais (excisionais) foram realizadas em 32 pacientes para comprovação diagnóstica, porém a realização de biópsias não implica diagnóstico de lesão maligna, uma vez que das 32 biópsias realizadas, 27 diagnosticaram lesões benignas e apenas cinco diagnosticaram patologias malignas. Entre as patologias benignas mais encontradas podemos destacar mucocele e hiperplasia fibrosa inflamatória. Já as patologias malignas diagnosticadas, três foram Carcinoma Espinocelular (CEC), tipo mais comum de câncer de boca, e as outras duas patologias foram Carcinoma Mucoepidermóide, um tumor maligno de glândula salivar. A partir da análise dos dados, podemos concluir que as mulheres se preocupam mais com as questões de saúde e, consequentemente, procuram mais atendimento. A maior parte dos diagnósticos foi de lesões benignas, o que corrobora com a literatura, e que a maioria está entre a 6ª e 7ª década de vida. A experiência vivida pelos bolsistas e professores acarreta em aprendizado e produção de conhecimento, trazendo, além disso, benefícios para a saúde da população. Através de projetos como este, é possível ampliar as atividades de extensão, produzindo e disseminando o conhecimento contribuindo assim para a comunidade acadêmica.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.