PRÁTICAS DO EDUCADOR MUSICAL EM ESPAÇOS FORMAIS E NÃO-FORMAIS

Roberto Kittel Pohlman

Resumo


Neste trabalho, proponho pensar as práticas do educador musical em espaços formais e não-formais de aprendizagem. Entendo por educador musical o docente que tem a tarefa de respeitar o passado e o futuro, mas que transforma o presente propondo começos musicais (BACHELARD, 1994, p.46), de maneira a ser o elo da tradição com a novidade musical, Mélich (2002). O espaço formal, compreendo como uma construção histórica, muito próxima a ideia de escola ocidental e suas características de sequência, currículo, entre outras hierarquias e burocracias um tanto rígidas, conforme Gadotti (2005). Por outro lado, os espaços não-formais tendem a ser menos hierárquicos e burocráticos e não seguem, necessariamente, uma sequência ou progressão (GADOTTI, 2005, p. 2). Opto pela abordagem da fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty, principalmente, como estratégia teórico-metodológica para a descrição e discussão das experiências vividas como educador musical em contextos de espaços formais e não-formais. De acordo com Merleau-Ponty (1991, p. 176), a ação de pensar não é possuir objetos de pensamento, é circunscrever através deles um domínio por pensar, que, portanto, ainda não pensamos. Assim, descrevo minhas experiências nos espaços mencionados, deixando que o fenômeno das práticas apareçam. Na descrição e reflexão de minhas práticas enquanto educador, entendo que a tradição da constituição dos espaços não permite total translado entre as práticas adotadas em um ou outro. A exemplo, há a própria sala de aula dos espaços formais, organizadas de forma a tornar o educador centro da atenção, que por meio da palavra ou da escrita explicativa, ensina. Já os espaços não-formais contam com estrutura física mais informal, geralmente não escolares, de maneira que o educador se mistura ao grupo e sua tarefa é a de fazer junto.


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