EDUCAÇÃO PARA A NÃO INSTRUMENTALIZAÇÃO DA TECNOLOGIA: UM DIÁLOGO ENTRE ÁLVARO VIEIRA PINTO E A ESCOLA DE FRANKFURT

Cristian Cipriani

Resumo


Este trabalho vem à superfície, principalmente, pelo conceito de técnica e tecnologia apresentados por Álvaro Vieira Pinto, assim como está enleado estreitamente nas percepções de uma educação crítica para nossos dias. Para chegar nas questões que alicerçam a escrita, de um lado partiu-se do pressuposto, com base nas leituras da Escola de Frankfurt, de que a técnica e a ciência moderna, resultados da aparente aptidão emancipatória do Esclarecimento, foram as bases para o engendramento da barbárie, simbolizados por um pensamento instrumental, ensaiados pelo capitalismo liberal - viés que para alguns pensadores pode ser atribuído atualmente à tecnologia, especialmente por formar um continuum com as outras categorias. Em contra partida a essa interpretação e com os pés na latinidade, em Álvaro Vieira Pinto encontra-se um óptica distinta, ou seja, com base no isebiano, a ciência moderna e a técnica, consequentemente a tecnologia, quando pensadas pela nação e com feições político-pedagógicas, tem caráter principiador através da mudança de consciência - à emancipação-política e econômica, fazendo florecer novas maneiras de ser e perceber. É diante desses apontamentos que emerge a pergunta-guia: Até que ponto a instrumentalização do pensamento está associado à tecnologia hoje e qual o papel da educação neste contexto? Dessa questão central aflora uma indagação de fundo, porém, não menos importante, a saber: Porque da discrepância com relação a técnica, a ciência moderna e a tecnologia entre o brasileiro e os alemães? Intentando respostas e reflexões aos problemas supra postos, por intermédio de uma pesquisa teórico-bibliográfica, esquadrinhou-se portanto, um diálogo dialético entre Vieira Pinto e os estudiosos da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt  a saber: Adorno, Horkheimer e Habermas tendo por intuito apontar o papel da educação na não instrumentalização da tecnologia, tal como delinear, nesta fronteira líquida, até que ponto a tecnologia por si só corrobora à instrumentalização e à emancipação social. Sem intenção de esgotar o assunto, o texto percebe a educação como elo comunicativo no sentido habermasiano capaz de propiciar o uso crítico da tecnologia, fazendo assim pensamento e instrumental co-participarem, indo ao encontro das bases propostas por Vieira Pinto no concernente aos maquinários tecnológicos.


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