AS PRÁTICAS DE COMBATE A HOMOLESBOTRASNFOBIA NO ESPAÇO ESCOLAR: DIFERENTES DISCURSOS EM PERSPECTIVA

Julian Silveira

Resumo


Atualmente a escola torna-se um espaço que privilegia os processos de formação da criticidade, possibilitando ainda uma educação para a promoção do diálogo e do respeito mútuo, e sobretudo, da autonomia dos sujeitos. Historicamente existe um grupo de sujeitos que acabam por vezes tendo suas vozes "silenciadas" dentro do campo educacional, tornando-se muitas vezes invisíveis frente ao espaço escolar, voluntariamente ou não, a escola acaba por reproduz o modelo de exclusão instituído em nossa sociedade, desconsiderando a existência desses diferentes. Um grupo em especial chama atenção em função de sua trajetória de exclusão dos seus direitos fundamentais, incluindo o direito a educação: gays, lésbicas, travestis e transexuais. A escola que deveria ser um local no qual o educando exercita a participação, apropriando-se de valores, crenças e saberes, acaba por negar a estes sujeitos essa possibilidade, reforçando ainda mais a ideia de exclusão. Este estudo objetiva compreender de que forma as práticas de gestão educacional estabelecidas no interior de escolas da rede pública estadual de educação do Rio Grande do Sul, são ressoantes (ou não) as suas políticas de combate a homolesbotransfobia dentro da escola, tendo como ponto de partida a experiência vivenciada dos diferentes sujeitos inseridos na comunidade escolar (Diretores, Coordenadores Pedagógicos e Alunos). Para tanto espera-se identificar a existência de políticas de enfrentamento a homolesbotransfobia no espaço escolar e as práticas de gestão educacional instituídas, detectando os desafios e possibilidades das mesmas no combate a homolesbotransfobia dentro deste contexto. Nessa perspectiva e em função da natureza desta investigação, a metodologia adotada no desenvolvimento desse estudo é do tipo quanti-qualitativa, com uma abordagem de caráter descritivo, utilizando como ferramenta na produção dos dados a pesquisa documental e de um survey para o levantamento de dados. Um aspecto evidenciado neste estudo, é a forma como a gestão educacional é vista e percebida pelos sujeitos do espaço escolar, nesse sentido as diferentes concepções de educação e formação acabam, por muitas vezes, reforçando um conjunto de pedagogias discriminatórias, a partir do silêncio, da ausência e muitas vezes da indiferença dos gestores.

 


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