EDUCAÇÃO, EXPERIÊNCIA E EMANCIPAÇÃO NO SANTO DAIME

Ana Paula Kahmann

Resumo


Na perspectiva das Epistemologias do Sul (SANTOS, MENEZES, 2010), a presente pesquisa segue no movimento de revalorização de experiências educativas provindas de culturas tornadas invisíveis ou subalternas pelo cientificismo moderno e seu ideário, colocando, desse modo, o seguinte problema: O que revelam as memórias dos sujeitos daimistas em relação às suas experiências no Santo Daime, e em que medida elas manifestam (ou resultam de) processos educativos presentes nessa religião? O objetivo, portanto, é compreender quais são e como ocorrem as práticas educativas, e suas possibilidades emancipatórias nas narrativas de experiência de sujeitos daimistas. Para isso serão utilizados os conceitos de liberdade transcendente de Jaspers e do processo de individuação de Jung. Também será realizada a história oral de vida, seguindo as orientações de Meihy (2002), de três homens e três mulheres integrantes dessa religião. As histórias de vida, assim como dois conjuntos de cânticos, denominados de hinários, serão submetidos à análise de conteúdo (AC) conforme as etapas propostas por Moraes (1999). A fundamentação teórica será contrastada com os significados revelados pela triangulação entre: categorias emergentes da AC das histórias orais de vida, categorias emergentes da AC dos hinários, e bibliografia concernente ao Santo Daime. Pela fundamentação da experiência, através de filósofos que a compreendem como produtora de saberes, ela é aqui considerada como um caminho formativo pautado no deslocamento dos sujeitos envolvidos (PEREIRA, 2013). Desse modo, aponta-se como resultados preliminares, que existem saberes provindos de experiências de certos sujeitos individuais e coletivos que, diferente da cultura racionalista eurocêntrica moderna, defendem a emancipação como um processo interior.


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