OS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO HETERONORMATIVOS HEGEMÔNICOS NA FORMAÇÃO DE SUJEITOS HOMOLESBOTRANSFÓBICOS NA ESCOLA

Guilherme Miranda

Resumo


Os espaços escolares congregam o multiculturalismo, como também são cenários das relações interpessoais, que acaba por refletir as tramas sociais existentes no espaço macro da sociedade. A exclusão escolar configura uma forma de retração social, pois delimita ou nega o direito elementar de cidadania, o direito ao acesso à educação formal. Nesse contexto, os processos de subjetivação  modo pelo qual se constituem determinadas formas de relação consigo e com o mundo em um contexto histórico específico  tornam uma ferramenta importante, pois com a conexão entre processos sociais, culturais, econômicos, midiáticos, urbanos não só participam na produção de preconceitos e discriminações que, na sua expressão mais contundente  a violência  vitimizaram e impediram a existência de vidas humanas ao longo de toda a história, o que sofreu uma importante transformação no século XXI, sendo que em 2012, foram registradas pelo poder público brasileiro 3.084 denúncias de 9.982 violações relacionadas à população LGBT, envolvendo 4.851 vítimas e 4.784 suspeitos. O objetivo deste trabalho foi analisar a produção de subjetividades, a partir de estudantes egressos da educação básica e explicitar que a sistemática escolar reforça a discriminação de identidade e expressão de gêneros, partindo do princípio heteronormativo, que visa regular e normatizar modos de ser e de viver os desejos corporais e a sexualidade, de acordo com o que está socialmente estabelecido para as pessoas, numa perspectiva biologicista e determinista, há duas  e apenas duas  possibilidades de locação das pessoas quanto à anatomia sexual humana, ou seja, feminino/fêmea ou masculino/macho. A abordagem desta análise foi qualitativa de histórias de vida  metodologia histórica, dinâmica e dialética  apresentou como resultados que a discriminação de gênero encontra-se no comportamento esperado de uma pessoa de um determinado sexo, sendo um produto das convenções sociais acerca do gênero em um contexto social específico, como também que acarretou a exclusão e marginalização dos indivíduos que não se adéquam a esses estereótipos. O direito à educação invalida a dicotomia dos direitos humanos que separa os direitos civis e políticos dos direitos econômicos, sociais e culturais, já que engloba todos ao afirmar e afiançar a universalidade conceitual desses direitos negando-se a aceitar que a desigualdade e a pobreza sejam fenômenos contra os quais não se pode lutar.


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