A escola e os pobres do Sertão Nordestino do Brasil: Considerações etnográficas a partir de Catingueira - PB

Autores

  • Antonio Luiz da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v2i52.11460

Resumo

Neste artigo, resultado de uma investigação etnográfica realizadas em Catingueira – PB, objetiva-se refletir sobre a importância que a escola foi conquistando através das gerações no Sertão nordestino. Indicar-se-á que a escola se apresenta hoje como uma das instituições mais valorizadas pelas famílias pobres sertanejas. Mostrar-se-á que o sonho de uma formação escolar esteve, para muitas gerações, comprimido entre a utopia e a realidade da penúria material, do trabalho precoce, do abandono político, do sofrimento, da migração etc. Será ainda apontado que a escola sertaneja vem se modificando, de dentro para fora e de fora para dentro, em decorrência de ações trazidas pelas políticas públicas. Conclui-se que mesmo contendo componentes ainda sombrios, como descasos para com trabalhadores(as) e para com os equipamentos públicos da educação, a escola sertaneja contém fragmentos de esperanças, se firmando como contributo para a quebrar do ciclo de miserabilidade que têm marcado aquela cidade e a região.

Biografia do Autor

Antonio Luiz da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

Doutorado em Psicologia na UFRN. Fiz mestrado em Antropologia pela UFPB. Realizei uma especialização em Gestão Escolar na FAK-CE e conclui Licenciatura e Formação em Psicologia, ambas pela UEPB.

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Publicado

2018-07-05

Edição

Seção

Artigos