O retorno ao serviço de policiais militares gaúchos aposentados: um estudo sobre os fatores motivadores

Autores

  • Régis Brum Nunes Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul
  • Jarbas Dametto Faculdade de Educação, Universidade de Passo Fundo (UPF).
  • Cleide Fátima Moretto Universidade de Passo Fundo (UPF)

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.11577

Palavras-chave:

Polícia militar. Aposentadoria. Trabalho. Motivação.

Resumo

Após o processo de aposentadoria, muitos policiais militares do estado do Rio Grande do Sul, optaram por retornar ao trabalho na instituição Brigada Militar. O retorno voluntário desses policiais é amparado por lei estadual, desde 1994, observando-se, desde então, que um número significativo de profissionais aderiu a essa possibilidade. Este estudo objetivou identificar os motivos que levam parte dos policiais militares a retornarem ao trabalho policial após a obtenção da aposentadoria. Frente a tal intento, realizou-se um estudo do tipo transversal e descritivo, na forma censitária, contemplando 109 Policiais Militares do Comando Regional de Polícia Ostensiva do Planalto (CRPO/P), com sede em Passo Fundo (RS), pertencentes ao Corpo Voluntário de Militares Inativos da Brigada Militar, na faixa etária entre 45 e 64 anos. Focalizou-se quatro categorias prévias de análise: características sociodemográficas e pessoais, padrão de aposentadoria e renda, percepção do trabalho e motivos do retorno. Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva simples e cotejados com as perspectivas teóricas da Psicologia Humanista de Maslow. Os resultados apontam as necessidades de estima e autorrealização como principais elementos motivadores do retorno à instituição, que incluem a necessidade de sentir-se útil e integrado a uma instituição, bem como à identificação com a profissão.

Biografia do Autor

Régis Brum Nunes, Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul

Fisioterapeuta (Iesa). Especialista em Terapia Manual pelo Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (Iesa). Mestre em Envelhecimento Humano (UPF).

Jarbas Dametto, Faculdade de Educação, Universidade de Passo Fundo (UPF).

Psicólogo (UPF). Mestre e Doutor em Educação (UPF). Docente permanente do Programa de Pós-Graducação em Envelhecimento Humano (PPGEH), Universidade de Passo Fundo até fevereiro de 2019.

Cleide Fátima Moretto, Universidade de Passo Fundo (UPF)

Economista. Doutora em Teoria Econômica (USP). Pós-Doutorado em Psicologia Social (Universidade de Lisboa). Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Universidade de Passo Fundo.

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Publicado

2019-12-20

Edição

Seção

Artigos