Enigmas de um feminino encarcerado e seus princípios de segregação

Autores

  • Luma de Oliveira Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Anamaria Silva Neves Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
  • João Luiz Leitão Paravidini Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v2i52.11739

Palavras-chave:

Encarceramento feminino, dependência química, segregação, políticas de drogas.

Resumo

As falhas do sistema carcerário no Brasil não são surpresas para a população e estão cada vez mais em evidência. Apesar de afetar sujeitos de todos os gêneros, este artigo propõe uma reflexão teórica sobre efeitos do fenômeno de encarceramento especificamente sobre mulheres e, em especial, que tenham cometido algum delito relacionado a drogas. Ao se deparar com alarmantes dados sobre o tema, o interesse por tal reflexão exacerbou-se ao considerar-se a indissociabilidade dos contextos psicossocial e político para pensar diferentes modalidades de segregação existentes nas relações humanas. Para a reflexão proposta, recorreu-se a teorias psicanalíticas sobre a condição feminina, a considerações sobre o surgimento da prisão pela perspectiva foucaltiana e à análise de documentos como um “Guia para a reforma em políticas na América Latina e no Caribe” e documentários brasileiros sobre encarceramento feminino, articulando revisão de literatura, pesquisa documental e recursos artísticos a uma pesquisa exploratória. Como resultado, convidou-se os leitores a pensar em alternativas às políticas carcerária e de drogas vigentes atualmente no país e atentarem-se às questões de gênero, trazendo posicionamentos dos autores e propostas que já circulam em grupos de trabalhos a respeito da temática. As propostas vão no intuito de tentar proporcionar maiores espaços de escuta e se trabalhar com “um a um”, como a prática psicanalítica convida e a condição feminina implica.

Biografia do Autor

Luma de Oliveira, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Especialista em Gestão de Redes de Atenção à Saúde - ENSP/FIOCRUZ. Mestranda em Psicologia Aplicada, linha Psicanálise e Cultura - PGPSI - UFU. Psicóloga no Centro de Atenção Psicossocial - álcool e outras drogas do Hospital de Clínicas da UFU (CAPS AD - HC/UFU).

Anamaria Silva Neves, Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Doutora em Psicologia - Universidade de São Paulo (USP). Professora Associada no curso de Psicologia - Graduação e Pós-Graduação Strictu Sensu - Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

João Luiz Leitão Paravidini, Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Doutor em Saúde Mental - UNICAMP. Professor Associado do Instituto de Psicologia na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Publicado

2018-07-05

Edição

Seção

Artigos