Redução de danos e gestão autônoma da medicação: cartografando a experiência de um acadêmico em psicologia

Autores

  • Thales William Borges Lindenmeyer Acadêmico de psicologia na Universidade Federal de Santa Maria.
  • Maria Luiza Diello Mestranda do programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal de Santa Maria.
  • Marcos Adegas de Azambuja Universidade Federal de Santa Maria / Professor adjunto.

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.14070

Palavras-chave:

redução de danos, gestão autônoma da medicação, cartografia

Resumo

Este artigo tem como objetivo cartografar a experiência de um acadêmico de psicologia em um encontro na cidade de XXXX/XX, com a temática de Redução de Danos (RD) e Gestão Autônoma da Medicação (GAM). Na ocasião estavam presentes usuários, estudantes, residentes, professores e profissionais do campo da saúde mental, álcool e outras drogas. O gatilho para o pesquisar foi a afetação do estudante a partir da fala de uma profissional que disse preferir um usuário de crack internado e amarrado do que oferecendo perigo para a sociedade, pois alguém que faz o consumo de um benzodiazepínico não mata para sustentar seu vício. Um usuário, por sua vez, a respondeu dizendo que ela não via isso acontecer porque o medicamento está disponível em qualquer farmácia. Efetuamos um olhar para as reverberações desse acontecimento, constituindo nossa trajetória/método. Buscamos construir uma narrativa histórica das drogas por meio do campo discursivo da RD e GAM, além de mapear a produção de subjetividade na relação com as drogas nos movimentos desse encontro. Consideramos, por fim, que há algo de novo entre RD e GAM: o uso de medicamentos vem se tornando um problema tão importante quanto o consumo de drogas ilícitas. São investidos saberes e práticas para dar conta de inventar e disputar formas de entender e conduzir os modos de vida que incluem as substâncias psicoativas.

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Publicado

2019-12-20

Edição

Seção

Artigos