Obesidade, representações e categorização social

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.14752

Palavras-chave:

Representação social, obesidade, categorização social

Resumo

Objetiva-se descrever as representações sociais (RS) e o processo de categorização social referentes à obesidade, a partir de uma abordagem qualitativa. Realizou-se entrevista semi-diretiva com 20 homens e 20 mulheres, com e sem excesso de peso e aplicou-se uma escala de silhuetas para avaliar a autoimagem. O processamento dos dados envolveu estatística descritivas e relacionais, com o auxílio SPSS e análise de conteúdo temático-categorial com o auxílio do software ATLAS TI, com elaboração de categorias emergentes a partir dos dados e em organização destas em eixos temáticos. Os resultados revelam que a diferente constituição corporal reflete em distintas representações e satisfação relativas ao corpo. A RS relativa à obesidade se organiza em três dimensões: origem, caracterização e consequências, constituindo uma teoria de senso comum sobre o fenômeno em questão. A forte pressão normativa contribui para a emergência de uma RS excessivamente estereotipada. Como consequência, ainda que sejam salientes os riscos de saúde atrelados ao excesso de peso corporal, a tendência é uma não identificação com essa condição, que contribui ao aumento de peso na população.

Biografia do Autor

Ana Maria Justo, Universidade Federal de Santa Catarina

Professora Adjunta do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina

Brigido Vizeu Camargo, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor Titular Emérito pelo Departamento de Psicologia e Professor do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina

Andréa Barbará Silva Bousfield, Universidade Federal de Santa Catarina

Professora Associada do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina

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Publicado

2020-01-06

Edição

Seção

Artigos