MÍDIA E NOVAS FORMAS DE SUBJETIVAÇÃO Discurso publicitário, consumo e novas configurações subjetivas na cultura pós-moderna

Fernanda Saldanha Zorzan, Arnaldo Toni Sousa das Chagas

Resumo


O presente estudo propõe-se a refletir acerca das novas configurações subjetivas do indivíduo pós-moderno a partir da problematização da inter-relação entre o discurso publicitário sobre o consumo enquanto ideal de felicidade e completude na cultura pós-moderna e a produção de subjetivação. Para tanto, discute-se a influência da mídia, a partir do referencial psicanalítico, especificamente do discurso publicitário sobre o consumo, que está a serviço da manutenção da lógica capitalista que perpassa a cultura pós-moderna, para a constituição de novas configurações subjetivas. A partir disto, também pensar-se-á o discurso da psicanálise frente ao ideal de completude oferecido pela publicidade por meio de seus discursos sobre o consumo e o lugar da clínica psicanalítica diante do mal-estar oriundo da cultura pós-moderna. Após a reflexão dos elementos tratados conclui-se que atualmente o sujeito pós-moderno é subjetivado pelo imperativo do gozo promulgado pelo discurso publicitário, onde prima o excesso ao invés da renúncia, contribuindo assim para a produção de novas formas de subjetivação específicas, perpassadas justamente pelo excesso, onde tudo na medida em que não há um limite, acaba por transbordar. Surgem, assim, a síndrome do pânico, a hiperatividade, as toxicomanias.

Palavras-chave


Pós-modernidade. Discurso publicitário. Consumo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/barbaroi.v0i40.2094