A CARTOGRAFIA COMO MÉTODO PARA AS CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

Autores

  • Kleber Prado Filho
  • Marcela Montalvão Teti

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i38.2471

Palavras-chave:

Cartografia. Dispositivo. Heterotopias.

Resumo

Este artigo busca recolher num diálogo entre Foucault e Deleuze elementos metodológicos que possibilitem realizar uma cartografia social. Não se trata aqui de “sistematizar o método cartográfico”, mas de reunir apontamentos e indicações nesse diálogo, que sirvam de suporte para análises críticas, estudos e pesquisas, ao mesmo tempo em que sirvam como instrumentos de resistência. Diferentemente da cartografia tradicional, que traça mapas de territórios, relevo e distribuição populacional, uma cartografia social faz diagramas de relações, enfrentamentos e cruzamentos entre forças, agenciamentos, jogos de verdade, enunciações, jogos de objetivação e subjetivação, produções e estetizações de si mesmo, práticas de resistência e liberdade. Como método presta-se à análise e desmontagem de dispositivos, ação que consiste em desemaranhar suas enredadas linhas, além de instrumentalizar a resistência aos seus modos de objetivação e subjetivação. Tal como proposta por Foucault e Deleuze, a análise cartográfica configura-se como instrumento para uma história do presente, possibilitando a crítica do nosso tempo e daquilo que somos.

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Publicado

2013-08-09

Edição

Seção

Artigos