A MEDIAÇÃO E A CONTRIBUIÇÃO DA PSICOLOGIA À JUSTIÇA

Autores

  • Marcelo Spalding Verdi

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i36.2918

Palavras-chave:

Psicologia e Justiça. Mediação. Responsabilidade

Resumo

Desde seus primeiros passos como ciência, a Psicologia tem sido requisitada a colaborar com a Justiça. Sob o paradigma positivista, a interlocução entre a Psicologia e o Direito desenvolveu-se simultaneamente às importantes mudanças na subjetividade e nas estruturas sociais que transformaram a sociedade ao longo do século XX. Diante da crescente demanda por compreensão da conduta humana em uma sociedade cada vez mais complexa, a Psicologia respondeu à altura e conquistou, pela via pericial, um lugar de destaque entre as disciplinas auxiliares da Justiça. No entanto, inserida na lógica adversarial do processo judicial e com uma função meramente avaliativa, esse tipo de contribuição logo demonstrou significativas limitações. Para superar as limitações da perícia psicológica e prestar auxílio efetivo às pessoas na solução dos conflitos nos quais se envolvem, ativando a responsabilidade nas pessoas e combatendo a tendência à judicialização da vida, a Psicologia deverá tomar a Mediação como referência na busca de qualificação de sua contribuição à Justiça.

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Publicado

2012-07-18

Edição

Seção

Artigos