GESTÃO TRANS: A TRANSVERSALIDADE ENTRE O TRABALHO E O “FORA”

José Mário dAvila Neves, Tania Mara Galli Fonseca

Resumo


Este ensaio problematiza, a partir da Filosofia da Diferença, a gestão do trabalho como um campo de experimentação. A gestão é concebida como a operação de uma “relação paradoxal” entre os dois planos: o plano das formas e o plano das forças. A gestão tradicional é analisada como o modo de exercício da relação entre esses planos que busca conter o impacto das singularidades sobre o plano das formas e consolidar as tendências existentes nos estratos – uma gestão centrada no plano de organização. Como alternativa, é proposta uma gestão que aposta na construção de dispositivos transversalizadores, que buscam produzir fissuras, favorecer os encontros “afectivos”, promover a produção de contágios e a permeabilização dos estratos às intensidades – como um movimento de reversão das tendências já inscritas nos estratos, como uma maneira singular de combinar a forma (o estratificado) como o informe (o Fora): condição para a invenção do novo.

Palavras-chave


Gestão do trabalho; Filosofia da diferença; Transversalidade; Organização do trabalho; Psicologia social

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/barbaroi.v0i40.3175