“LÓGICA” EM KANT E FREGE

Autores

  • Evandro Carlos Godoy

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i26.38

Palavras-chave:

Palavras-chave, Kant. Frege. Concepção de lógica. Formalidade. Generalidade.

Resumo

A divergência entre Kant e Frege acerca do status epistemológico da aritmética é bem conhecida: o primeiro defende que a aritmética fundamenta-se em verdades sintéticas a priori – contrapostas às verdades analíticas fundadas na mera lógica; de outro lado, a principal motivação do projeto logicista fregeano é a de mostrar que a aritmética se reduz à lógica. Todavia, quando tomadas em consideração as diferenças entre a lógica que Kant assimilou em sua obra – basicamente a silogística aristotélica acrescida de um fragmento da lógica proposicional – e as inovações introduzidas pela nova lógica – a lógica matemática ou logística – inaugurada por Frege, emergem dúvidas sobre o caráter da divergência em questão: afinal, se a palavra “lógica” na obra de cada um dos autores remete a um aparato técnico diferente, como explicar a efetividade da divergência acerca da aritmética? O objetivo do texto é mostrar que a divergência não só é efetiva como é substantiva. Para tanto oferecemos uma análise e confronto das caracterizações acerca da lógica de cada um dos autores. Por intermédio desta análise e confronto é possível mostrar que há um núcleo comum entre as duas concepções de lógica e, deste modo, que a divergência acerca da aritmética não é uma mera disputa de definições.

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Publicado

2007-09-18

Edição

Seção

Artigos