A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM MONTES CLAROS

Autores

  • Roberta Carvalho Romagnoli Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.4815

Palavras-chave:

Violência Doméstica, Relações Familiares, Análise Institucional

Resumo

Este artigo apresenta a pesquisa “Violência Doméstica perpetrada contra a mulher no município de Montes Claros: um recorte possível”. O objetivo do estudo foi investigar quantitativamente e qualitativamente os atos violentos contra as mulheres em Montes Claros, Minas Gerais. Em sua vertente quantitativa os dados foram coletados no 10º Batalhão da Polícia Militar de Montes Claros, através da análise de 1315 boletins de ocorrência no período de agosto de 2007 a agosto de 2009. Os resultados apontam para a maior prevalência do fenômeno nos bairros de periferia e seu turno de maior ocorrência é o noturno. As vítimas e o agressor em sua maioria possuem entre 26 e 35 anos e mais da metade das mulheres já sofreu agressões anteriores. Os tipos de violência mais encontrados são a agressão física e o abuso moral. Os principais motivos atribuídos são discussão doméstica e ingestão de álcool. A vertente qualitativa pretendia conhecer o sentido da violência para as mulheres envolvidas e seus reflexos na família, através de entrevistas semi-estruturadas que não se efetivaram. A partir da Análise Institucional de René Lourau analisamos essa inviabilidade como dado qualitativo, examinando o cotidiano da delegacia após a lei Maria da Penha. Concluímos que a intervenção judicial não é suficiente para a inibição da violência contra a mulher, pois em certos casos afasta da delegacia mulheres com outras demandas acerca da violência, que sofrem e que não podem contar com a ajuda policial para a resolução dos seus conflitos.

Biografia do Autor

Roberta Carvalho Romagnoli, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Professora do Programa de Pós Graduação em Psicologia da PUC Minas

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Publicado

2015-11-04

Edição

Seção

Artigos